Rubem Braga
Rubem Braga nasceu em Cachoeiro do Itapemirim (Brasil), em 1913. Iniciou-se no jornalismo profissional ainda estudante, aos 15 anos, no Correio do Sul, de Cachoeiro de Itapemirim, fazendo reportagens e assinando crónicas diárias no jornal Diário da Tarde. Formou-se bacharel pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte, em 1932, mas não exerceu a profissão.
Neste mesmo ano, cobriu a Revolução Constitucionalista deflagrada em São Paulo, na qual chegou a ser preso. Transferindo-se para o Recife, dirigiu a página de crónicas policiais no Diário de Pernambuco. Nesta cidade, fundou o periódico Folha do Povo.
Em 1936 lançou seu primeiro livro de crónicas, O Conde e o Passarinho, e fundou em São Paulo a revista Problemas, além de outras. Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou como correspondente de guerra junto à F.E.B. (Força Expedicionária Brasileira).
Rubem Braga fez diversas viagens ao exterior, onde desempenhou a função de diplomata em Rabat, capital de Marrocos, actuando também como correspondente de jornais brasileiros. Após o seu regresso, exerceu o jornalismo em várias cidades do país, fixando domicílio no Rio de Janeiro, onde escreveu crónicas e críticas literárias para o Jornal Hoje, da Rede Globo de Televisão. A sua vida como jornalista regista a sua colaboração em inúmeros periódicos, além da participação em várias antologias, entre elas a Antologia dos Poetas Contemporâneos.
Considerada diversas vezes um género literário inferior, a crónica é uma modalidade que atinge, no Brasil, os melhores níveis qualitativos possíveis. Muitos dos ficcionistas e poetas nacionais mais respeitados cultivam esse género que, da efemeridade das páginas jornalísticas, saltam para os livros, ganhando uma perenidade merecida.
Rubem Braga é um caso singular, pois foi o único escritor a dedicar-se exclusivamente à crónica e, por essa arte, ser considerado escritor maior. Tendo sido um dos primeiros cronistas a receber influências modernistas, soube aliar as descobertas vocabulares e sintáticas do movimento a uma escrita que se queria decalcada nos melhores valores da tradição, sem, com isso, retroceder à gramática portuguesa do princípio do século. Faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de Dezembro de 1990.
Nasceu a 12 de Janeiro de 1913 , Cachoeiro do Itapemirim, Brasil
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