August Strindberg
August Strindberg nasceu em Estocolmo, no dia 22 de Janeiro de 1849, filho de um aristocrata falido e de uma antiga empregada doméstica. Cresceu num ambiente marcado por insegurança emocional, pobreza e desatenção, ciente, desde muito cedo, da luta que teria de travar contra os olhares reprovadores da sociedade.
Frequentou a Universidade de Upsala sem, no entanto, se ter formado. Trabalhou como professor primário, profissão que pouco o apaixonou, tornando-se mais tarde bibliotecário, actor, telegrafista e redactor de jornais. A primeira peça que publicou, Mestre Olof, foi editada em 1872, mas recusada pelo Teatro Real, facto que agravou o seu pessimismo.
Em 1879 publicou o seu primeiro romance (O Quarto Vermelho), uma sátira à sociedade de Estocolmo que lhe valeu reconhecimento a nível nacional.
No ano de 1883 partiu de Estocolmo com a família, passando os seis anos seguintes um pouco por toda a Europa. Este foi um período de grande produtividade criativa.
Regressou a Estocolmo em 1889, onde, apesar de ser considerado um escritor famoso, levou uma vida instável e infeliz.
Por volta de 1892 instalou-se na Alemanha, onde as suas obras conheceram um enorme sucesso (a sua peça Os Credores foi representada 70 vezes) e Strindberg passou a ser conhecido entre os críticos como “génio sueco”.
Fixa-se novamente em Estocolmo em 1899, onde permaneceu até à sua morte, provocada por um cancro no estômago, no dia 14 de Maio de 1912.
Frenético e insatisfeito, a sua esquizofrenia levou-o a viver quase sempre no limite, alternando entre momentos de forte ateísmo, por um lado, e de crença religiosa e mística, por outro. Terá sido também a loucura a causa principal do fim dos seus três casamentos e da vida itinerante e instável que levou.
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