Declara Almeida Faria no texto prefacial: "Desafiou-me Jorge Silva Melo para adaptar ao teatro, a curto prazo e com data de estreia fixada, o romance 'A Paixão'. Porque teatro é sobretudo acção e romance é sobretudo narração, costumo duvidar destas mudanças de género literário. Como porém naquele meu romance o narrador bate em retirada para deixar que as personagens se exprimam directamente ou quase, há nele já algo de teatral. Consciente dos riscos aceitei o desafio (...). Se as circunstâncias me levaram a sacrificar cenas e personagens, é possível que, em compensação, beneficiassem a necessária compressão dramática. Passando-se 'A Paixão' num dia só, adequava-se com naturalidade à tentativa clássica de centrar o enredo trágico nas vinte e quatro horas de uma 'revolução solar': era como se esta minha narrativa contivesse já em si uma certa e secreta vocação teatral. (...) Surpreendente para mim mesmo foi a substituição da prosa pelo verso, porque nunca supus que o texto tomasse o freio nos dentes e me 'exigisse' o verso livre." Espectáculo estreado a 20 de março de 1997, em Lisboa, no Centro Cultural de Belém.
Sinopse
Declara Almeida Faria no texto prefacial: "Desafiou-me Jorge Silva Melo para adaptar ao teatro, a curto prazo e com data de estreia fixada, o romance 'A Paixão'. Porque teatro é sobretudo acção e romance é sobretudo narração, costumo duvidar destas mudanças de género literário. Como porém naquele meu romance o narrador bate em retirada para deixar que as personagens se exprimam directamente ou quase, há nele já algo de teatral. Consciente dos riscos aceitei o desafio (...). Se as circunstâncias me levaram a sacrificar cenas e personagens, é possível que, em compensação, beneficiassem a necessária compressão dramática. Passando-se 'A Paixão' num dia só, adequava-se com naturalidade à tentativa clássica de centrar o enredo trágico nas vinte e quatro horas de uma 'revolução solar': era como se esta minha narrativa contivesse já em si uma certa e secreta vocação teatral. (...) Surpreendente para mim mesmo foi a substituição da prosa pelo verso, porque nunca supus que o texto tomasse o freio nos dentes e me 'exigisse' o verso livre." Espectáculo estreado a 20 de março de 1997, em Lisboa, no Centro Cultural de Belém.Ficha Técnica
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