Melhor do que qualquer outra imagem, a menina da capa, desenhada por Paulo Rego, ilustra a forma como me sinto defronte do Estado Português. Ele, o Estado, é o bicharoco peludo, de cabeça angélica sobre um corpo disforme, de onde saem braços tentaculares, eu, a menina de meias até ao joelho e colarinho bem comportado, olhando, frágil e assustada, para o animal. Não é tanto a dimensão do bicho que me aterra, mas a ideia de que alguém, papão ou instituição, me possa prender numa rede de onde eu seja incapaz de fugir.
Sinopse
Melhor do que qualquer outra imagem, a menina da capa, desenhada por Paulo Rego, ilustra a forma como me sinto defronte do Estado Português. Ele, o Estado, é o bicharoco peludo, de cabeça angélica sobre um corpo disforme, de onde saem braços tentaculares, eu, a menina de meias até ao joelho e colarinho bem comportado, olhando, frágil e assustada, para o animal. Não é tanto a dimensão do bicho que me aterra, mas a ideia de que alguém, papão ou instituição, me possa prender numa rede de onde eu seja incapaz de fugir.
Ficha Técnica
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