Vieira da Silva – O Espaço e Outros Enigmas
Grandes obras em grandes colecções
De: João Pinharanda Lima, José Manuel dos Santos, Marina Bairrão Ruivo
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Sinopse
Na viagem que é a sua pintura, Vieira da Silva é a heroína «de mil estratagemas, que tanto vagueou, depois de ter destruído a acrópole sagrada de Tróia, que viu cidades e conheceu costumes de tantos homens e que no mar padeceu mil tormentos, quando lutava pela vida e pelo regresso» (Odisseia). Diferentemente de Penélope, foi ela quem andou pelos mares, rodeada de medos e de monstros, ora impelida ora impedida pelos deuses, enquanto Arpad, ao contrário de Ulisses, ficava em Ítaca, fazendo e desfazendo a sua espera.
Esta Vieira era aquela de quem Agustina Bessa-Luís, sua amiga, afirmou que «era tímida na grandeza para não ser vulgar no orgulho». Esta Vieira era aquela de quem Cesariny, seu amigo, disse: «Há na obra de Vieira algo que gosto de aparentar aos poderes do xamã». Esta Vieira era a dos olhos muito abertos que se atiravam às coisas, pronta a devorar o mundo: «Tudo me espanta. Pinto o meu espanto, que é ao mesmo tempo maravilha, terror, riso».
José Manuel dos Santos
[Director Cultural da Fundação EDP]
Ficha Técnica
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