Serviço Nacional de Saúde
Das Imparidades e Disfuncionalidades dos Serviços Públicos de Saúde até às Propostas para a sua Regeneração
De: Almerindo Rego, Jorge Neves da Mota, Maria da Luz Cardeal
Comentários
Para comentar precisa de estar registado
Se encontrou conteúdo errado ou ofensivo nesta página envie-nos um e-mail.





Sinopse
Com este trabalho pretendem os autores analisar o Serviço Nacional de Saúde, centrando a sua avaliação em dois pontos nucleares do seu sistema organizacional: o Hospital e os Cuidados de Saúde Primários ( CSP ), nas suas disfuncionalidades e imparidades, respectivamente, ao nível dos recursos disponibilizados e do discurso político que coloca os CSP no centro do sistema. Questões como a inexistência de ferramentas de gestão integrada do SNS, como é exemplo a utilização de cerca de 400 aplicações informáticas, incompatíveis entre si, até ao excesso de recursos instalados nos hospitais, por oposição à escassez dos mesmos nos CSP, passando pela imensa fragilidade dos sistemas de referenciação e acessibilidade dos utentes, são algumas das evidências apresentadas. Corrigir as assimetrias organizacionais, duplamente penosas e onerosas face às profundas assimetrias regionais, ao nível dos meios disponibilizados aos cidadãos, negando-lhes o direito à igualdade de tratamento e acesso aos cuidados de saúde, são intenções traduzidas em propostas concretas, visando colocar o cidadão no centro do sistema. Mas, não só. Pretende-se e vai-se mais longe, nomeadamente quanto à tradução e aplicação prática dos cuidados de saúde de proximidade, do controlo e gestão de custos da rede de serviços, da prevenção da utilização desregrada dos meios, da constituição de uma rede de informação e comunicação que permita o acesso à informação clínica dos utentes/doentes em qualquer ponto da rede, em tempo real, são algumas das inúmeras propostas apresentadas, visando fazer mais, melhor e sem aumento de custos. Para os autores, este é um desafio ao debate objectivo e descorporativizado dos serviços públicos de saúde, tendo como objectivos nucleares a demonstração da sustentabilidade do SNS, sem que para tal se continuem a transferir os custos deste para os cidadãos que já o pagaram com os seus impostos. Não é, por tal, um produto final e acabado quanto a possíveis soluções, antes, e pelo contrário, um ponto de partida para uma reflexão mais aprofundada, visando a excelência dos serviços públicos de saúde, dentro de limites sustentáveis. OS AUTORES
Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)