Num momento em que o desemprego atrai enormes atenções e fortes
preocupações, levando a que a procura de respostas públicas a este
problema seja um desígnio central de qualquer projeto de sociedade ou
discurso político, as políticas para o emprego necessitariam passar por
um claro alargamento dos seus perímetros de atuação, visar uma
recentragem nas pessoas e introduzir uma abordagem prospetiva bem como
uma operacionalização regional. Assim, as políticas ativas para a
empregabilidade mudam a natureza da intervenção das políticas públicas:
da intervenção do Estado para manter um posto de trabalho, desliza-se
para a intervenção do Estado para dotar um cidadão de empregabilidade,
ou seja, de competências pertinentes para a competitividade. O autor
procura e analisa, através de uma abordagem sistémica, políticas para a
empregabilidade, considerando-as como uma terceira geração de políticas
de emprego, na sequência da evolução do pensamento económico que visa
privilegiar o investimento na educação e que culmina com as teorias de
desenvolvimento endógeno de economistas modernos como Philippe Aghion.
As políticas aqui descritas caracterizam-se por agir junto das pessoas
quer em antecipação do mercado de trabalho - introduzindo a prospetiva
estratégica - quer em retificação das necessidades da economia através
da educação ao longo da vida. Defendendo que a empregabilidade deve
situar-se muito para além das clássicas políticas de emprego, o autor
propõe uma arquitetura de intervenção num perímetro de atuação alargado,
pois incidindo sobre os estudantes, os jovens sem educação, formação ou
emprego, os NEET - para os quais a resposta é o grande desafio para as
metas da Europa 2020 -, os trabalhadores, os inativos e os
desempregados.
Sinopse
Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)