«[…] Noutra aparentemente diversa circunstância, quanta merecida e
salutar bofetada nos dá O’Neill. Ir, ao contrário, buscar saúde à
linguagem doente, no sarcasmo e no jogo, no sem cerimónia e no impuro; e
a meio, dizer serenamente algumas verdades decisivas, algumas
emblemáticas: que o medo "tudo vai ter" ou o "remorso de todos nós".
Mallarmé, — "a tristeza é que não há por lustro um", decerto sob o
lustre - não se limitava, não se limita para nós, a reduzir o pobre
mundo nosso às sobras do poema; diz-nos antes que a poesia pode e deve
atravessar a realidade toda, até ao singular e insigificante, e ao
impossível que lhe resiste, tipo mosca Albertina. Tornar-se livro o
mundo, é tornar-se mundo o livro, e ainda, não coincidirem nunca. Com
perdão das maiúsculas: dessa exigência, ética, Alexandre O’Neill é
exemplo, que não segue só quem o imita".» António Franco Alexandre in A Phala, n.º 88
Plano Nacional de Leitura — Livro recomendado para o 10º, 11º e 12º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.
Sinopse
António Franco Alexandre in A Phala, n.º 88
Plano Nacional de Leitura — Livro recomendado para o 10º, 11º e 12º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.
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