Falecido em 2013, António Ramos Rosa deixou-nos uma obra poética
grandiosa, pela sua qualidade e pela sua extensão. A presente antologia,
preparada por Maria Filipe Ramos Rosa - sua filha - recupera o título
de um projeto de antologia não concretizado que tinha sido, em tempos,
idealizado pelo autor. No prefácio a este livro José Tolentino Mendonça diz-nos, de António
Ramos Rosa, ter sido alguém «[—] que construiu um corpus poético
absolutamente invulgar, em qualidade e em dimensão, com quase oito
dezenas de tomos, mas que muito poucos terão lido e acompanhado
integralmente, o que fez com que tivesse saído, em grande medida, da
zona de controlo da crítica literária, do radar dos média e dessa
recensão condescendente trazida, em cada estação, pelo gosto dominante.
Tinha estatuto cultural e reconhecimento, mas não se instalou aí a gerir
prudentemente, como outros, a carreira literária. A esse nível, a sua
relação com a poesia era desarmada de qualquer cálculo. Como recorda
Maria Filipe Ramos Rosa na "Advertência" que encabeça este volume,
"alguns livros da década de 90, […] pelo seu carácter repetitivo,
lembram exercícios diários de sobrevivência", abrindo assim porta para o
debate sobre o cânone roseano. Mas é impossível não sublinhar a
comovente grandeza do que a expressão "exercício diário de
sobrevivência" deixa supor.»
Sinopse
No prefácio a este livro José Tolentino Mendonça diz-nos, de António Ramos Rosa, ter sido alguém «[—] que construiu um corpus poético absolutamente invulgar, em qualidade e em dimensão, com quase oito dezenas de tomos, mas que muito poucos terão lido e acompanhado integralmente, o que fez com que tivesse saído, em grande medida, da zona de controlo da crítica literária, do radar dos média e dessa recensão condescendente trazida, em cada estação, pelo gosto dominante. Tinha estatuto cultural e reconhecimento, mas não se instalou aí a gerir prudentemente, como outros, a carreira literária. A esse nível, a sua relação com a poesia era desarmada de qualquer cálculo. Como recorda Maria Filipe Ramos Rosa na "Advertência" que encabeça este volume, "alguns livros da década de 90, […] pelo seu carácter repetitivo, lembram exercícios diários de sobrevivência", abrindo assim porta para o debate sobre o cânone roseano. Mas é impossível não sublinhar a comovente grandeza do que a expressão "exercício diário de sobrevivência" deixa supor.»
Ficha Técnica
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