Perversões sexuais se originou de aulas ministradas pelo autor a médicos e psicólogos, no curso de "Psicopatologia e psicoterapia psicanalíticas" - Instituto "Sedes Sapientiae". Não é tarefa fácil fazer uma síntese dos progressos alcançados recentemente no campo dos estudos psicanalíticos aplicáveis às perversões sexuais, bem como acompanhar sua evolução. Perversão ainda é palavra intensamente carregada de afeto depreciativo, de conceituação próxima da maldade e da corrupção. Os desvios sexuais (parafiliais) receberam tal designação por influência de uma época profundamente repressiva como foi a vitoriana, quando, principalmente por influências religiosas, procurava-se limitar a sexualaidade dentro de padrões rígidos, incompatíveis com a realidade das tendências sexuais humanas em todas as épocas históricas. Durante muito tempo, a moral religiosa impulgiu ao ato sexual o valor procriativo como o único aceitável. E só para as mulheres, pois, para os homens, essa moral hipócrita sempre foi condescendente. Maior exploração física recíproca dos corpos, a não ser carícias e beijos castos, era formalmente condenada. Qualquer ssinal de prazer sexual transformaria a mulher em prostituta desprezível. Nessa questão, os próprios médicos - alguns deles cientistas ilustres - deixavam-se contaminar pela moral irreal da época, chegando a conclusões deturpadas. Atualmente, algumas práticas sexuais documentadas em todas as épocas, mas condenadas até recentemente, passaram a ser consideradas como variações do normal e podem contribuir para uma maior aproximação e consolidação do relacionamento emotivo do casal. O grande mérito do Dr. Pacheco e Silva, neste texto, e que desenvolve "temas" e não "autores": temas psicanalíticos em que merece destaque a contribuição de várias autores.
Sinopse
Perversões sexuais se originou de aulas ministradas pelo autor a médicos e psicólogos, no curso de "Psicopatologia e psicoterapia psicanalíticas" - Instituto "Sedes Sapientiae". Não é tarefa fácil fazer uma síntese dos progressos alcançados recentemente no campo dos estudos psicanalíticos aplicáveis às perversões sexuais, bem como acompanhar sua evolução. Perversão ainda é palavra intensamente carregada de afeto depreciativo, de conceituação próxima da maldade e da corrupção. Os desvios sexuais (parafiliais) receberam tal designação por influência de uma época profundamente repressiva como foi a vitoriana, quando, principalmente por influências religiosas, procurava-se limitar a sexualaidade dentro de padrões rígidos, incompatíveis com a realidade das tendências sexuais humanas em todas as épocas históricas. Durante muito tempo, a moral religiosa impulgiu ao ato sexual o valor procriativo como o único aceitável. E só para as mulheres, pois, para os homens, essa moral hipócrita sempre foi condescendente. Maior exploração física recíproca dos corpos, a não ser carícias e beijos castos, era formalmente condenada. Qualquer ssinal de prazer sexual transformaria a mulher em prostituta desprezível. Nessa questão, os próprios médicos - alguns deles cientistas ilustres - deixavam-se contaminar pela moral irreal da época, chegando a conclusões deturpadas. Atualmente, algumas práticas sexuais documentadas em todas as épocas, mas condenadas até recentemente, passaram a ser consideradas como variações do normal e podem contribuir para uma maior aproximação e consolidação do relacionamento emotivo do casal. O grande mérito do Dr. Pacheco e Silva, neste texto, e que desenvolve "temas" e não "autores": temas psicanalíticos em que merece destaque a contribuição de várias autores.
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