Victor Hugo [1802-1885] começa a congeminar o livro polémico que se chamariaWilliam Shakespeare: porque em 1864 era celebrado o tricentenário do nascimento do dramaturgo inglês; porque o seu filho François-Victor lhe pedia umprefácio às suas traduções desse autor; e porque ele próprio sonhava para esta obra outro papel: o de testamento do século XIX e da corrente estética que ficaria conhecida por Romantismo. Ficar-se-ia tambéma saber que aos homens do génio, sentidos pormetáfora nessa diversidade imensa de águas, podemos chamar homens-oceanos. Shakespeare seria escolhido como último numa cronologia de catorze génios literários; e olhar para as suas almas seria omesmo que olhar para o oceano. Em1864, a publicação deWilliamShakespeare por uma editora de Bruxelas surpreendeu e foi polémica.Otítulo desse livro de quatrocentas páginas prometia Shakespearemas só passava por ele de raspão; coleccionava dissertações que tinhamcomo tema central o génio, uma delas chamada precisamente «Les Génies» (a que foi isolada e aqui traduzida para português). Os «génios» escolhidos por Victor Hugo (Homero, Job, Ésquilo, Isaías, Ezequiel, Lucrécio, Juvenal, Tácito, João, Paulo, Dante, Rabelais, Cervantes, Shakespeare) só podem ser avaliados na sua posição cimeira pela totalidade da obra e no contexto histórico em que ela surgiu na literatura. Os Exemplos deste livro ambicionam menos: coleccionar os seus catorze estilos, os seus catorze tons, e mostrar como puderam ser sentidos e reflectidos noutra língua, a portuguesa. A.F.
Traduções de Aníbal Fernandes, António José Vale, Basílio Teles, Francisco Dias Gomes, António José de Lima Leitão, A. de S.S. Costa Lobo, Domingos Enes, João de Deus.
Sinopse
Victor Hugo [1802-1885] começa a congeminar o livro polémico que se chamariaWilliam Shakespeare: porque em 1864 era celebrado o tricentenário do nascimento do dramaturgo inglês; porque o seu filho François-Victor lhe pedia umprefácio às suas traduções desse autor; e porque ele próprio sonhava para esta obra outro papel: o de testamento do século XIX e da corrente estética que ficaria conhecida por Romantismo. Ficar-se-ia tambéma saber que aos homens do génio, sentidos pormetáfora nessa diversidade imensa de águas, podemos chamar homens-oceanos. Shakespeare seria escolhido como último numa cronologia de catorze génios literários; e olhar para as suas almas seria omesmo que olhar para o oceano. Em1864, a publicação deWilliamShakespeare por uma editora de Bruxelas surpreendeu e foi polémica.Otítulo desse livro de quatrocentas páginas prometia Shakespearemas só passava por ele de raspão; coleccionava dissertações que tinhamcomo tema central o génio, uma delas chamada precisamente «Les Génies» (a que foi isolada e aqui traduzida para português). Os «génios» escolhidos por Victor Hugo (Homero, Job, Ésquilo, Isaías, Ezequiel, Lucrécio, Juvenal, Tácito, João, Paulo, Dante, Rabelais, Cervantes, Shakespeare) só podem ser avaliados na sua posição cimeira pela totalidade da obra e no contexto histórico em que ela surgiu na literatura. Os Exemplos deste livro ambicionam menos: coleccionar os seus catorze estilos, os seus catorze tons, e mostrar como puderam ser sentidos e reflectidos noutra língua, a portuguesa. A.F.
Traduções de Aníbal Fernandes, António José Vale, Basílio Teles, Francisco Dias Gomes, António José de Lima Leitão, A. de S.S. Costa Lobo, Domingos Enes, João de Deus.
Ficha Técnica
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