Os Degraus do Parnaso é um livro único na história da crítica, do ensaísmo e da prosa em Portugal. Tornado um objecto de culto e circulação restrita logo após a sua publicação em 1991, esta reedição, que inclui ensaios não coligidos na altura, é o melhor exemplo possível da prosa esplêndida de M.S. Lourenço, sem qualquer paralelo entre os seus vizinhos imediatos, precursores e sucessores. Não existe outro escritor em Portugal que consiga no mesmo tom imperturbável, deplorar as consequências da ignorância, falar do albatroz de Coleridge, descrever aldeias da Áustria, propor uma doutrina extrema sobre a relação entre poesia e música, e estabelecer transições entre o dia-a-dia de um oficial miliciano em Angola nos anos 1960 e as cartas de Rilke à princesa de Thurn und Taxis. E existem muito poucos escritores em Portugal que consigam devolver-nos a língua em que escrevem como uma língua estranha, que ninguém consegue falar e que por isso nos liberta da ideia deprimente de que os escritores servem para comunicar com o público e dizer às pessoas aquilo que elas já sabiam”.Miguel Tamen, in A Phala
Sinopse
Os Degraus do Parnaso é um livro único na história da crítica, do ensaísmo e da prosa em Portugal. Tornado um objecto de culto e circulação restrita logo após a sua publicação em 1991, esta reedição, que inclui ensaios não coligidos na altura, é o melhor exemplo possível da prosa esplêndida de M.S. Lourenço, sem qualquer paralelo entre os seus vizinhos imediatos, precursores e sucessores. Não existe outro escritor em Portugal que consiga no mesmo tom imperturbável, deplorar as consequências da ignorância, falar do albatroz de Coleridge, descrever aldeias da Áustria, propor uma doutrina extrema sobre a relação entre poesia e música, e estabelecer transições entre o dia-a-dia de um oficial miliciano em Angola nos anos 1960 e as cartas de Rilke à princesa de Thurn und Taxis. E existem muito poucos escritores em Portugal que consigam devolver-nos a língua em que escrevem como uma língua estranha, que ninguém consegue falar e que por isso nos liberta da ideia deprimente de que os escritores servem para comunicar com o público e dizer às pessoas aquilo que elas já sabiam”.Miguel Tamen, in A PhalaFicha Técnica
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