Com uma entrada de supetão (como se diz na gíria futebolística), Gonçalo M. Tavares publicou nos últimos dois anos meia dúzia de livros (por vários géneros, poesia, narrativa e teatro), ganhou dois prémios (Prémio Branquinho da Fonseca, atribuído a "O Senhor Valéry" e Prémio de Revelação de Poesia da APE pelo livro "Investigações.Novalis"), e galgou fronteiras, com traduções em antologias poéticas (na Holanda e Bélgica) e em revistas anglo-saxónicas.Chega-nos uma nova narrativa, "O Senhor Henri", herói das 36 curtas histórias deste livro. O senhor Henri, tal como o senhor Valery, gosta de jogos de linguagem, e é uma pessoa muito bem informada, fervoroso leitor da enciclopédia. E sabe de cor as datas dos vários acontecimentos. Mas é uma pessoa só, tendo por companhia a sua bebida de cor esverdeada, o absinto. "O problema do senhor Henri é que nem sempre sabe o que fazer com tanta sabedoria acumulada. Porque o senhor Henri não interage com ninguém. Ele é o exemplo acabado do solipsista, do homem fechado sobre si mesmo, egocêntrico, arrogante e misógino. Ao contrário do senhor Valéry, ele não se assusta com o mundo, porque o mundo se resume ao que ele sabe, ao que ele diz. "Máquina de raciocínio", "animal do pensamento", produtor de "uma indústria filosófica", o senhor Henri é "cerebral em todas as direcções" e tem "quilómetros e quilómetros de inteligência dentro da cabeça". Quem o diz é o próprio, sem o mínimo pudor, entre dois copos de absinto. Porque o absinto "é a minha teoria sobre o mundo"."José Mário Silva, Diário de Notícias
Sinopse
Com uma entrada de supetão (como se diz na gíria futebolística), Gonçalo M. Tavares publicou nos últimos dois anos meia dúzia de livros (por vários géneros, poesia, narrativa e teatro), ganhou dois prémios (Prémio Branquinho da Fonseca, atribuído a "O Senhor Valéry" e Prémio de Revelação de Poesia da APE pelo livro "Investigações.Novalis"), e galgou fronteiras, com traduções em antologias poéticas (na Holanda e Bélgica) e em revistas anglo-saxónicas.Chega-nos uma nova narrativa, "O Senhor Henri", herói das 36 curtas histórias deste livro. O senhor Henri, tal como o senhor Valery, gosta de jogos de linguagem, e é uma pessoa muito bem informada, fervoroso leitor da enciclopédia. E sabe de cor as datas dos vários acontecimentos. Mas é uma pessoa só, tendo por companhia a sua bebida de cor esverdeada, o absinto. "O problema do senhor Henri é que nem sempre sabe o que fazer com tanta sabedoria acumulada. Porque o senhor Henri não interage com ninguém. Ele é o exemplo acabado do solipsista, do homem fechado sobre si mesmo, egocêntrico, arrogante e misógino. Ao contrário do senhor Valéry, ele não se assusta com o mundo, porque o mundo se resume ao que ele sabe, ao que ele diz. "Máquina de raciocínio", "animal do pensamento", produtor de "uma indústria filosófica", o senhor Henri é "cerebral em todas as direcções" e tem "quilómetros e quilómetros de inteligência dentro da cabeça". Quem o diz é o próprio, sem o mínimo pudor, entre dois copos de absinto. Porque o absinto "é a minha teoria sobre o mundo"."José Mário Silva, Diário de NotíciasFicha Técnica
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