"Em plena II Guerra Mundial, o duque D. Duarte Nuno de Bragança decidiu casar com uma princesa brasileira. Para esse casamento, os monárquicos portugueses resolveram pedir o apoio do Estado português a Salazar. E este, depois de algumas dúvidas e hesitações, decidiu satisfazer o pedido e patrocinar a união dos dois ramos da Casa de Bragança. Salazar percebera a utilidade do seu envolvimento político nesta união. Julgava que ganharia alguma coisa com ele no plano diplomático, reforçando a aliança entre Portugal e o Brasil – e também o seu projecto de criação de um bloco cristão e neutral, que representasse uma terceira via entre os Aliados e as potências do Eixo. Nesse campo, nada ganhou. Em contrapartida, descobriu que, ao patrocinar o matrimónio do duque de Bragança, o furtara aos seus partidários, apropriando-se dele para os fins políticos que tivesse por convenientes na conjuntura da época. Depois deste «roubo do príncipe», Salazar nunca mais pensou na restauração da monarquia em Portugal. O livro será apresentado publicamente pelo Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa no próximo dia 11 de Fevereiro, às 18h30, no Grémio Literário, Rua Ivens, em Lisboa. O AutorJoão Amaral, jurista de formação e jornalista de profissão, foi director de informação e programas da Rádio Renascença, administrador e presidente do Conselho Editorial de ""O Independente"", de que foi um dos fundadores, e director do ""Semanário"". Fez parte da Alta Autoridade para a Comunicação Social e é actualmente director-coordenador das edições gerais de um importante grupo editorial português."
Político português nascido a 7 de Dezembro de 1943, em Angra do Heroísmo, nos Açores, sendo descendente de uma família de camponeses da Beira Alta. Durante a...
Sinopse
"Em plena II Guerra Mundial, o duque D. Duarte Nuno de Bragança decidiu casar com uma princesa brasileira. Para esse casamento, os monárquicos portugueses resolveram pedir o apoio do Estado português a Salazar. E este, depois de algumas dúvidas e hesitações, decidiu satisfazer o pedido e patrocinar a união dos dois ramos da Casa de Bragança. Salazar percebera a utilidade do seu envolvimento político nesta união. Julgava que ganharia alguma coisa com ele no plano diplomático, reforçando a aliança entre Portugal e o Brasil – e também o seu projecto de criação de um bloco cristão e neutral, que representasse uma terceira via entre os Aliados e as potências do Eixo. Nesse campo, nada ganhou. Em contrapartida, descobriu que, ao patrocinar o matrimónio do duque de Bragança, o furtara aos seus partidários, apropriando-se dele para os fins políticos que tivesse por convenientes na conjuntura da época. Depois deste «roubo do príncipe», Salazar nunca mais pensou na restauração da monarquia em Portugal. O livro será apresentado publicamente pelo Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa no próximo dia 11 de Fevereiro, às 18h30, no Grémio Literário, Rua Ivens, em Lisboa. O AutorJoão Amaral, jurista de formação e jornalista de profissão, foi director de informação e programas da Rádio Renascença, administrador e presidente do Conselho Editorial de ""O Independente"", de que foi um dos fundadores, e director do ""Semanário"". Fez parte da Alta Autoridade para a Comunicação Social e é actualmente director-coordenador das edições gerais de um importante grupo editorial português."Ficha Técnica
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