Sob a aparência de uma resposta aos “neo-monárquicos”, Fernando Pessoa desmonta a falácia positivista e em especial Auguste Comte, um dos fundadores da sociologia. “A ordem” – escreve Pessoa neste brevíssimo ensaio de 1915 – “é nas sociedades o que a saúde é no indivíduo. Não é uma coisa: é um estado. Resulta do bom funcionamento do organismo, mas não é esse bom funcionamento.(...) O homem normal quando adoece, procura, não simplesmente sentir-se outra vez de saúde, mas atacar a doença, afastada ela, do seu afastamento resultará a saúde (....) Na sociedade, semelhantemente: quando aparece a desordem, a sociedade sã procura logo. não manter a ordem, que pode ser provisória ou aparente, mas atacar o mal que produziu a desordem. A exclusiva preocupação da ordem é um morfinismo social.”
Sinopse
Sob a aparência de uma resposta aos “neo-monárquicos”, Fernando Pessoa desmonta a falácia positivista e em especial Auguste Comte, um dos fundadores da sociologia. “A ordem” – escreve Pessoa neste brevíssimo ensaio de 1915 – “é nas sociedades o que a saúde é no indivíduo. Não é uma coisa: é um estado. Resulta do bom funcionamento do organismo, mas não é esse bom funcionamento.(...) O homem normal quando adoece, procura, não simplesmente sentir-se outra vez de saúde, mas atacar a doença, afastada ela, do seu afastamento resultará a saúde (....) Na sociedade, semelhantemente: quando aparece a desordem, a sociedade sã procura logo. não manter a ordem, que pode ser provisória ou aparente, mas atacar o mal que produziu a desordem. A exclusiva preocupação da ordem é um morfinismo social.”Ficha Técnica
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