O Mestre e Margarita é a última obra de Mikhaíl Bulgákov. O seu
processo de criação foi extremamente conturbado, tendo as ideias
iniciais surgido na primeira metade da década de 1920. Após incontáveis
vicissitudes, o romance viria a ser concluído por volta de 1940 e
publicado vinte e seis anos mais tarde. Inspirado pelos dois temas que
marcavam a sociedade russa da época, uma campanha antirreligiosa
acérrima e uma forte repressão da produção criativa livre, Bulgákov
escreve uma obra que é, em termos de composição, um romance dentro do
romance, onde espaços e ambientes se interpenetram com naturalidade. O
romance interior, a história da crucificação de Jesus, escrito com um
realismo rigoroso, comporta um significado universal e eterno do bem e
do mal, da traição, da fidelidade e da tirania, temas que se reproduzem
com um carácter mais concreto no romance de moldura - a realidade da
grande capital da Rússia soviética, que o autor trata recorrendo a um
realismo fantástico profundamente satírico e humorístico. O Mestre e Margarita viria a ser reeditado quinze vezes na Rússia e traduzido para cerca de 180 línguas.
Sinopse
Ficha Técnica
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