Este é um romance que não deixa ninguém indiferente à reflexão sobre os
jornais e o jornalismo. Como cenário de fundo tem uma redacção de um
jornal diário, que se está a constituir de modo apressado e por razões
que menos se relacionam com o objectivo de preparar boa informação e
mais respeitam à criação de uma «fachada» para servir interesses
próprios. Neste caso, não os interesses dos jornalistas, poucos,
relativamente mal pagos e com histórias de carreira onde o sucesso não
tem tido lugar, mas sim os interesses de quem tem poder, dinheiro ou
ambos. Poderá um órgão de comunicação social servir para ter os inimigos
na mão e chegar aonde se quer?
Um jornal que está a dar os primeiros passos muito tem para decidir. E
esta obra de Umberto Eco torna-se, nesta vertente, numa espécie de
«manual» de decisões onde a qualidade do produto final está mais
arredada das preocupações do que seria desejável. Neste jornal,
designado Amanhã, há espaço para criar notícias, reciclar notícias e
encobrir notícias. Sendo esta uma obra de ficção, a leitura que pode ser
feita do que lá se escreve vai além da boa leitura que a narrativa
proporciona.
Poder e jornalismo associam-se aqui a teorias da conspiração. Um
redactor paranóico que anda pela Milão em que a história se passa, segue
atrás de pistas que remontam ao fim da Segunda Guerra Mundial e,
somando factos, chega a um complexo resultado que tem tudo para
convencer. Começa pelo cadáver de um pseudo-Mussolini e segue pelos
meandos da política, envolvendo o Vaticano, a máfia, os juízes e os
serviços secretos.
Sinopse
Este é um romance que não deixa ninguém indiferente à reflexão sobre os jornais e o jornalismo. Como cenário de fundo tem uma redacção de um jornal diário, que se está a constituir de modo apressado e por razões que menos se relacionam com o objectivo de preparar boa informação e mais respeitam à criação de uma «fachada» para servir interesses próprios. Neste caso, não os interesses dos jornalistas, poucos, relativamente mal pagos e com histórias de carreira onde o sucesso não tem tido lugar, mas sim os interesses de quem tem poder, dinheiro ou ambos. Poderá um órgão de comunicação social servir para ter os inimigos na mão e chegar aonde se quer?Um jornal que está a dar os primeiros passos muito tem para decidir. E esta obra de Umberto Eco torna-se, nesta vertente, numa espécie de «manual» de decisões onde a qualidade do produto final está mais arredada das preocupações do que seria desejável. Neste jornal, designado Amanhã, há espaço para criar notícias, reciclar notícias e encobrir notícias. Sendo esta uma obra de ficção, a leitura que pode ser feita do que lá se escreve vai além da boa leitura que a narrativa proporciona.
Poder e jornalismo associam-se aqui a teorias da conspiração. Um redactor paranóico que anda pela Milão em que a história se passa, segue atrás de pistas que remontam ao fim da Segunda Guerra Mundial e, somando factos, chega a um complexo resultado que tem tudo para convencer. Começa pelo cadáver de um pseudo-Mussolini e segue pelos meandos da política, envolvendo o Vaticano, a máfia, os juízes e os serviços secretos.
Ficha Técnica
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