"O texto problematiza a definição do objecto da ciência económica, que não é uma questão resolvida e indiscutível. Sublinha que a Economia Política surgiu como ""ciência da burguesia"" num período em esta era a classe em condições de (e interessada em) analisar objectivamente a sociedade e a economia. Distingue duas perspectivas essenciais da ciência económica: 1) perspectiva clássica-marxista, centrada no estudo da origem da riqueza e da natureza do excedente e da sua distribuição entre as classes sociais, nas sociedades caracterizadas pelo conflito social, 2) perspectiva subjectivista-marginalista, que ignora as classes sociais, concebe a vida económica como produção de utilidades para a satisfação das necessidades, reduz a distribuição da riqueza à teoria da formação dos preços, centra-se no estudo do comportamento do homo oeconomicus, à margem da história, ignora o poder, as estruturas do poder, as relações de poder. Defende que a ciência económica não é uma ciência exacta, que o marginalismo é incapaz de compreender o capitalismo, que o mercado não é um mecanismo natural, mas uma ""instituição política"", que o homo oeconomicus é uma invenção alheia às pessoas de carne e osso, um robot incapaz de escolhas morais, que o capitalismo não é o fim da história. "
Sinopse
"O texto problematiza a definição do objecto da ciência económica, que não é uma questão resolvida e indiscutível. Sublinha que a Economia Política surgiu como ""ciência da burguesia"" num período em esta era a classe em condições de (e interessada em) analisar objectivamente a sociedade e a economia. Distingue duas perspectivas essenciais da ciência económica: 1) perspectiva clássica-marxista, centrada no estudo da origem da riqueza e da natureza do excedente e da sua distribuição entre as classes sociais, nas sociedades caracterizadas pelo conflito social, 2) perspectiva subjectivista-marginalista, que ignora as classes sociais, concebe a vida económica como produção de utilidades para a satisfação das necessidades, reduz a distribuição da riqueza à teoria da formação dos preços, centra-se no estudo do comportamento do homo oeconomicus, à margem da história, ignora o poder, as estruturas do poder, as relações de poder. Defende que a ciência económica não é uma ciência exacta, que o marginalismo é incapaz de compreender o capitalismo, que o mercado não é um mecanismo natural, mas uma ""instituição política"", que o homo oeconomicus é uma invenção alheia às pessoas de carne e osso, um robot incapaz de escolhas morais, que o capitalismo não é o fim da história. "Ficha Técnica
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