A Maria Jorge Vilar de Figueiredo se deve a edição deste volume que reúne a poesia de Sandro Penna, nunca antes traduzida para português. Poeta que viveu e morreu na miséria, Sandro Penna destacou-se como sendo uma das vozes mais originais e extraordinárias da poesia italiana do século passado. Sobre ele escreveu Natalia Ginzburg, em Non Possiamo Saperlo — Saggi 1973-1990, Muito mais tarde compreendi, porém, que a grandeza da sua poesia, ignata e involuntária, radicava na sua enorme inocência e no seu modo cândido e livre de existir neste mundo: e que a grandeza e a liberdade eram igualmente involuntárias, e tinham chovido sobre ele por uma miraculosa graça. Na sua poesia, reflecte-se ao mesmo tempo, a infinidade do universo e o tempo em que vivemos, disperso, discordante e incoerente, tal como o céu e as montanhas e as cidades se reflectem e passam nas águas dos rios. Talvez sejam poucos os que, como eu, pensam que Sandro Penna é um grande poeta do nosso tempo, mas, em compensação, não temos a menor dúvida disso (...) e eu acredito que, um dia, numa outra época, se houver outra época, os poemas de Sandro Penna serão lidos por todos e a sua grandeza será por todos reconhecida.”
Sinopse
A Maria Jorge Vilar de Figueiredo se deve a edição deste volume que reúne a poesia de Sandro Penna, nunca antes traduzida para português. Poeta que viveu e morreu na miséria, Sandro Penna destacou-se como sendo uma das vozes mais originais e extraordinárias da poesia italiana do século passado. Sobre ele escreveu Natalia Ginzburg, em Non Possiamo Saperlo — Saggi 1973-1990, Muito mais tarde compreendi, porém, que a grandeza da sua poesia, ignata e involuntária, radicava na sua enorme inocência e no seu modo cândido e livre de existir neste mundo: e que a grandeza e a liberdade eram igualmente involuntárias, e tinham chovido sobre ele por uma miraculosa graça. Na sua poesia, reflecte-se ao mesmo tempo, a infinidade do universo e o tempo em que vivemos, disperso, discordante e incoerente, tal como o céu e as montanhas e as cidades se reflectem e passam nas águas dos rios. Talvez sejam poucos os que, como eu, pensam que Sandro Penna é um grande poeta do nosso tempo, mas, em compensação, não temos a menor dúvida disso (...) e eu acredito que, um dia, numa outra época, se houver outra época, os poemas de Sandro Penna serão lidos por todos e a sua grandeza será por todos reconhecida.”Ficha Técnica
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