Micromegas é um conto filosófico que hoje em dia qualificaríamos de fractal, pelo modo como Voltaire nos faz passar do enorme (Mega) ao minúsculo (Micro): de seres de muitas léguas de altura a seres microscópicos de seres que vivem milhares de anos, a seres que vivem um dia, de seres com cinco sentidos a seres com milhares de sentidos, de seres com uma vaidade do tamanho do Universo a seres sem vaidade. Tudo isso com uma ironia que podemos ilustrar, por exemplo, com a seguinte passagem “(...) aprenderam muitos segredos, os quais estariam actualmente sob Imprensa se não fossem os senhores inquisidores, os quais acharam algumas proposições um pouco duras. Mas eu li o manuscrito na biblioteca do ilustre arcebispo de * , o qual me deixou ver os seus livros com essa generosidade e essa bondade que nunca se poderá louvar o suficiente”. Ironia que suscitou a ira de muitos poderosos do seu tempo, que certamente confundiam a mensagem com o mensageiro. Essa ironia foi igualmente uma das causas do seu continuado sucesso, assim como da continuada animosidade dos que preferem matar o mensageiro.
Sinopse
Micromegas é um conto filosófico que hoje em dia qualificaríamos de fractal, pelo modo como Voltaire nos faz passar do enorme (Mega) ao minúsculo (Micro): de seres de muitas léguas de altura a seres microscópicos de seres que vivem milhares de anos, a seres que vivem um dia, de seres com cinco sentidos a seres com milhares de sentidos, de seres com uma vaidade do tamanho do Universo a seres sem vaidade. Tudo isso com uma ironia que podemos ilustrar, por exemplo, com a seguinte passagem “(...) aprenderam muitos segredos, os quais estariam actualmente sob Imprensa se não fossem os senhores inquisidores, os quais acharam algumas proposições um pouco duras. Mas eu li o manuscrito na biblioteca do ilustre arcebispo de * , o qual me deixou ver os seus livros com essa generosidade e essa bondade que nunca se poderá louvar o suficiente”. Ironia que suscitou a ira de muitos poderosos do seu tempo, que certamente confundiam a mensagem com o mensageiro. Essa ironia foi igualmente uma das causas do seu continuado sucesso, assim como da continuada animosidade dos que preferem matar o mensageiro.
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