Mia Couto (Beira, Moçambique, 1955) é um dos autores de língua portuguesa mais traduzidos. A sua escrita, que funde a magia com o real, numa tradição bem africana, pautada por uma linguagem coloquial e de recursos imagísticos vários, é cativante e encantatória, como as histórias que conta. "Mar me Quer", um texto inicialmente escrito para uma colecção da Expo 98, é agora editado com ilustrações de João Nasi Pereira. Conta-nos a história de Dona Luarmina, "gorda e engordurada", com relampejos da infância, e Zeca Perpétuo, cuja infância cedo morreu, como o pai, que mergulhara nas funduras das águas marinhas, para socorrer a sua amada. São personagens com o seu quê de poético, seres que resistem às agruras que a vida traz, com uma alegria e uma candura digamos que quase biológica. ""Mar me Quer", de Mia Couto (...) é livro "para entrar no céu" (...) " Neste conciso fresco, ritmado pelo sentido de observação, dolente no canto nostálgico, mágico no realismo, privilegia-se a técnica de narrar na primeira pessoa sem barroquismo e com uma descida quase fácil à oralidade. E por que não? "Mar me Quer" não é nocturno, subterrâneo ou indefinido, vive, sim, de um empenho lírico-metafísico (...) A escrita dir-se-ia, afinal, para Mia Couto, uma espécie de casa: "Uma casa que eu visito, mas não moro lá." Visitemo-la, nós também, por instantes." Ana Marques Gastão, Diário de Notícias, 15/12/2000
Sinopse
Mia Couto (Beira, Moçambique, 1955) é um dos autores de língua portuguesa mais traduzidos. A sua escrita, que funde a magia com o real, numa tradição bem africana, pautada por uma linguagem coloquial e de recursos imagísticos vários, é cativante e encantatória, como as histórias que conta. "Mar me Quer", um texto inicialmente escrito para uma colecção da Expo 98, é agora editado com ilustrações de João Nasi Pereira. Conta-nos a história de Dona Luarmina, "gorda e engordurada", com relampejos da infância, e Zeca Perpétuo, cuja infância cedo morreu, como o pai, que mergulhara nas funduras das águas marinhas, para socorrer a sua amada. São personagens com o seu quê de poético, seres que resistem às agruras que a vida traz, com uma alegria e uma candura digamos que quase biológica. ""Mar me Quer", de Mia Couto (...) é livro "para entrar no céu" (...) " Neste conciso fresco, ritmado pelo sentido de observação, dolente no canto nostálgico, mágico no realismo, privilegia-se a técnica de narrar na primeira pessoa sem barroquismo e com uma descida quase fácil à oralidade. E por que não? "Mar me Quer" não é nocturno, subterrâneo ou indefinido, vive, sim, de um empenho lírico-metafísico (...) A escrita dir-se-ia, afinal, para Mia Couto, uma espécie de casa: "Uma casa que eu visito, mas não moro lá." Visitemo-la, nós também, por instantes." Ana Marques Gastão, Diário de Notícias, 15/12/2000Ficha Técnica
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