O que nos acontece depois da morte? Esta é a pergunta implícita ao longo
das páginas deste romance. Um livro que impõe a vida, em protesto
contra a tragédia da morte humana, recusando-se a aceitar o silêncio e a
escuridão do desconhecido e do sagrado - os mistérios acreditados pela
fé de muitos, mas não pela angústia dos que questionam o Além. É com
elegância e com a qualidade literária a que João de Melo nos habitou que
somos guiados numa viagem pelo outro lado, cruzando o Limbo, o
Purgatório, o Paraíso e o Inferno. Com uma abordagem distinta dos
conceitos tradicionais e numa escrita marcada pelo realismo fantástico, o
autor humaniza a imagética cristã, conferindo-lhe uma realidade mais
próxima do mundo e da vida. O Limbo, recentemente extinto por decreto
papal, solta os espíritos esquecidos que lá moravam e abre-lhes caminho
para a glória eterna. O Purgatório, sem o fogo ardente das almas,
converte-se num estado depressivo cuja dor parece cingir-se à dimensão
do sentimento e do espírito. O Paraíso, mesmo como reino da liberdade,
mantém oculto o mistério de Deus. E o Inferno traz consigo uma paisagem
gelada, surpreendentemente erguida a sul do Tejo (o rio que as almas
condenadas têm de atravessar na velha barca do Sr.Vicente).
Sinopse
É com elegância e com a qualidade literária a que João de Melo nos habitou que somos guiados numa viagem pelo outro lado, cruzando o Limbo, o Purgatório, o Paraíso e o Inferno.
Com uma abordagem distinta dos conceitos tradicionais e numa escrita marcada pelo realismo fantástico, o autor humaniza a imagética cristã, conferindo-lhe uma realidade mais próxima do mundo e da vida. O Limbo, recentemente extinto por decreto papal, solta os espíritos esquecidos que lá moravam e abre-lhes caminho para a glória eterna. O Purgatório, sem o fogo ardente das almas, converte-se num estado depressivo cuja dor parece cingir-se à dimensão do sentimento e do espírito. O Paraíso, mesmo como reino da liberdade, mantém oculto o mistério de Deus. E o Inferno traz consigo uma paisagem gelada, surpreendentemente erguida a sul do Tejo (o rio que as almas condenadas têm de atravessar na velha barca do Sr.Vicente).
Ficha Técnica
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