O objecto musical fica assim, entre a palavra e o silêncio, entre o exterior e o interior, entre o significado da representação e o sentido do corpo vivido.” Área de criação e de experimentação estética, a música é, das diferentes criações artísticas, aquela que se encontra mais presente em todas as dimensões e extractos sociais e a qual ligamos de modo mais directo ao afecto puro. A música comove-nos sem sabermos porquê, parece que nela encontramos sentimentos e emoções que espelham o nosso estado de espírito, lançando-nos num movimento onírico de fantasia e imaginação. Esta moção musical e o modo como intervém no psiquismo individual é o objecto do presente ensaio, que procura investigar a música enquanto fenómeno da experiência humana, usando a teoria psicanalítica como quadro referencial teórico. Nesta abordagem, tocamos temas como a alegada insensibilidade musical de Freud e o modo como esta influenciou e limitou os contributos posteriores da psicanálise; a importância das trocas sonoras no seio da relação mãe-criança na sua dupla dimensão, relacional e de promoção da aquisição da linguagem; a relação da música com a linguagem e o problema do significado musical; a sua ligação com os fenómenos não-verbais e a dimensão silenciosa do self; entre outros. Trata-se de um ensaio exploratório, que procura sintetizar contributos de diversas disciplinas, e que se espera que venha oferecer uma outra perspectiva sobre uma actividade artística e cultural humana que nunca está ausente na vida de todos os dias.
Nascido em Portimão, em 1975, realizou a licenciatura em Psicologia, área de Clínica, no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa. Actualmente, desempenha funções como...
Sinopse
O objecto musical fica assim, entre a palavra e o silêncio, entre o exterior e o interior, entre o significado da representação e o sentido do corpo vivido.” Área de criação e de experimentação estética, a música é, das diferentes criações artísticas, aquela que se encontra mais presente em todas as dimensões e extractos sociais e a qual ligamos de modo mais directo ao afecto puro. A música comove-nos sem sabermos porquê, parece que nela encontramos sentimentos e emoções que espelham o nosso estado de espírito, lançando-nos num movimento onírico de fantasia e imaginação. Esta moção musical e o modo como intervém no psiquismo individual é o objecto do presente ensaio, que procura investigar a música enquanto fenómeno da experiência humana, usando a teoria psicanalítica como quadro referencial teórico. Nesta abordagem, tocamos temas como a alegada insensibilidade musical de Freud e o modo como esta influenciou e limitou os contributos posteriores da psicanálise; a importância das trocas sonoras no seio da relação mãe-criança na sua dupla dimensão, relacional e de promoção da aquisição da linguagem; a relação da música com a linguagem e o problema do significado musical; a sua ligação com os fenómenos não-verbais e a dimensão silenciosa do self; entre outros. Trata-se de um ensaio exploratório, que procura sintetizar contributos de diversas disciplinas, e que se espera que venha oferecer uma outra perspectiva sobre uma actividade artística e cultural humana que nunca está ausente na vida de todos os dias.
Ficha Técnica
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