Depois de «As Filhas de Hanna» (Lisboa, Outubro de 1998), e «As Visões de Simão» (Lisboa, Agosto de 1999), e depois de ambos os livros terem registado um excelente acolhimento internacional, agora traduzidos para 36 línguas, a colecção «Grandes Narrativas» recebe o terceiro livro de Marianne Fredriksson, uma das autoras mais lida no mundo inteiro: «Duas Mulheres, Um Destino», uma história inesquecível sobre a espantosa e improvável amizade que une duas mulheres e sobre os segredos que ameaçam destruí-la.Conheceram-se num belo dia primaveril num viveiro de plantas local, na Suécia dos anos 80. Inge Bertilsson é sueca, alta, loura e elegante. Amorosa e refinada, a antiga professora que vive agora dos livros que escreve sobre educação, é uma mulher governada pela razão e pelas suas profundas crenças morais. Mira Narvaes, é uma refugiada chilena que ainda se sente deslocada na gélida Escandinávia, que perdeu demasiado tempo em busca do verdadeiro significado da vida. De estatura média, morena e de uma beleza exótica, Mira é uma mulher devota que fala com Deus todos os dias e conhece somente duas línguas: o espanhol que pensa e o sueco que fala. Mutuamente intrigadas, as duas mulheres estão também conscientes das grandes diferenças sociais e culturais que parecem apartar as suas vidas. No entanto, são ambas mulheres na casa dos 50, ambas mães divorciadas com filhos adultos, e ambas encontram tremenda paz de espírito na jardinagem. Um forte sentimento desenvolve-se entre as duas mulheres através das muitas tardes passadas no belo jardim de Inge, a quem Mira acaba por revelar os horrores de um passado emsombrado pela morte de um filho e pelo desaparecimento da única filha, ainda no Chile, durante o regime de Pinochet. Mira e os seus filhos dão início a uma torturante busca pela filha desaparecida aos 13 anos numa prisão chilena, depois de violada e torturada pelos militares de Pinochet, e obtêm também a ajuda das duas filhas de Inge. A verdade sobre o que realmente aconteceu à filha de Mira durante os anos negros da ditadura chilena começa a ganhar formas, quando Inge descobre, abruptamente, alguns segredos da sua família que tudo põem em causa, e apercebe-se que talvez não seja a verdade que elas precisem de descobrir, porque pode ser que essa mesma verdade destrua a amizade única que as uniu.A força da escrita de Fredriksson encontra-se na combinação perfeita entre a simplicidade da escrita e a caracterização extraordinariamente rica e detalhada das personagens. O resultado é um livro cativante sobre o poder da amizade e de como o decorrer do tempo pode curar a dor do passado.Um romance tocante e de muita elegância sobre o tempo, a memória, o amor, a distância e as feridas por eles feitas e ocultadas durante uma vida inteira. «Duas Mulheres, Um Destino» é considerado o trabalho de ficção mais afectivo e sensível de Fredriksson até à data.
Sinopse
Depois de «As Filhas de Hanna» (Lisboa, Outubro de 1998), e «As Visões de Simão» (Lisboa, Agosto de 1999), e depois de ambos os livros terem registado um excelente acolhimento internacional, agora traduzidos para 36 línguas, a colecção «Grandes Narrativas» recebe o terceiro livro de Marianne Fredriksson, uma das autoras mais lida no mundo inteiro: «Duas Mulheres, Um Destino», uma história inesquecível sobre a espantosa e improvável amizade que une duas mulheres e sobre os segredos que ameaçam destruí-la.Conheceram-se num belo dia primaveril num viveiro de plantas local, na Suécia dos anos 80. Inge Bertilsson é sueca, alta, loura e elegante. Amorosa e refinada, a antiga professora que vive agora dos livros que escreve sobre educação, é uma mulher governada pela razão e pelas suas profundas crenças morais. Mira Narvaes, é uma refugiada chilena que ainda se sente deslocada na gélida Escandinávia, que perdeu demasiado tempo em busca do verdadeiro significado da vida. De estatura média, morena e de uma beleza exótica, Mira é uma mulher devota que fala com Deus todos os dias e conhece somente duas línguas: o espanhol que pensa e o sueco que fala. Mutuamente intrigadas, as duas mulheres estão também conscientes das grandes diferenças sociais e culturais que parecem apartar as suas vidas. No entanto, são ambas mulheres na casa dos 50, ambas mães divorciadas com filhos adultos, e ambas encontram tremenda paz de espírito na jardinagem. Um forte sentimento desenvolve-se entre as duas mulheres através das muitas tardes passadas no belo jardim de Inge, a quem Mira acaba por revelar os horrores de um passado emsombrado pela morte de um filho e pelo desaparecimento da única filha, ainda no Chile, durante o regime de Pinochet. Mira e os seus filhos dão início a uma torturante busca pela filha desaparecida aos 13 anos numa prisão chilena, depois de violada e torturada pelos militares de Pinochet, e obtêm também a ajuda das duas filhas de Inge. A verdade sobre o que realmente aconteceu à filha de Mira durante os anos negros da ditadura chilena começa a ganhar formas, quando Inge descobre, abruptamente, alguns segredos da sua família que tudo põem em causa, e apercebe-se que talvez não seja a verdade que elas precisem de descobrir, porque pode ser que essa mesma verdade destrua a amizade única que as uniu.A força da escrita de Fredriksson encontra-se na combinação perfeita entre a simplicidade da escrita e a caracterização extraordinariamente rica e detalhada das personagens. O resultado é um livro cativante sobre o poder da amizade e de como o decorrer do tempo pode curar a dor do passado.Um romance tocante e de muita elegância sobre o tempo, a memória, o amor, a distância e as feridas por eles feitas e ocultadas durante uma vida inteira. «Duas Mulheres, Um Destino» é considerado o trabalho de ficção mais afectivo e sensível de Fredriksson até à data.Ficha Técnica
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