Aqui são apresentados três dos Cantares escritos por Ezra Pound. Os tradutores desta obra, Luísa M. L. Q. Campos e Daniel Pearlman, são também responsáveis por um interessante prefácio, onde podemos ler o seguinte: A arte da tradução inter-temporal é um aspecto central de Cantares, o poema de toda a sua vida. As criações de Homero e de Dante, Odisseia e Divina Comédia, e a filosofia de Plotino e Confúcio aparecem ao longo do poema em todos os estádios da história em metamorfoses diferentes. Numa viagem sem acção”, personagens odisseicas em estádios de caos ou Inferno ascendem a sínteses de ordem, constituindo o Purgatório de Pound, e ocasionalmente atingem o estádio mais elevado de evolução espiritual através do amor, o fulcro do Paraíso de Pound. [...]Os Cantares XIV e XV são representativos do Inferno de Pound. Ali encontramos muitas personificações do mundo de Usura”, especificamente eles constituem um quadro da Londres do pós-guerra, representado num tom intencionalmente repugnante. O Cantar XLVII, contudo, é um dos momentos líricos mais intensos do Purgatório de Pound. Aqui se sublinha a possibilidade de um renascer cultural através da interligação do conhecimento dos ciclos da natureza com os poderes do espírito. Encontramos, assim, em escala pequena, aquilo à procura do que os Cantares, como macrocosmo, navegam”: um renascimento cultural.”
Sinopse
Aqui são apresentados três dos Cantares escritos por Ezra Pound. Os tradutores desta obra, Luísa M. L. Q. Campos e Daniel Pearlman, são também responsáveis por um interessante prefácio, onde podemos ler o seguinte: A arte da tradução inter-temporal é um aspecto central de Cantares, o poema de toda a sua vida. As criações de Homero e de Dante, Odisseia e Divina Comédia, e a filosofia de Plotino e Confúcio aparecem ao longo do poema em todos os estádios da história em metamorfoses diferentes. Numa viagem sem acção”, personagens odisseicas em estádios de caos ou Inferno ascendem a sínteses de ordem, constituindo o Purgatório de Pound, e ocasionalmente atingem o estádio mais elevado de evolução espiritual através do amor, o fulcro do Paraíso de Pound. [...]Os Cantares XIV e XV são representativos do Inferno de Pound. Ali encontramos muitas personificações do mundo de Usura”, especificamente eles constituem um quadro da Londres do pós-guerra, representado num tom intencionalmente repugnante. O Cantar XLVII, contudo, é um dos momentos líricos mais intensos do Purgatório de Pound. Aqui se sublinha a possibilidade de um renascer cultural através da interligação do conhecimento dos ciclos da natureza com os poderes do espírito. Encontramos, assim, em escala pequena, aquilo à procura do que os Cantares, como macrocosmo, navegam”: um renascimento cultural.”Ficha Técnica
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