Este é o segundo livro da colecção dedicada exclusivamente à edição integral das obras de Fiama Hasse Pais Brandão. Pequenos contos, alguns deles inéditos, é o que o leitor poderá encontrar neste livro. Aqui fica um excerto:Claude de la Viste segura na mão direita o espelho, em cujo oval, tanto ela como o visitante vêem a imagem da cabeça do Unicórnio branco que está amorosamente encostado à coxa esquerda dela, com as patas dianteiras alçadas no seu colo.A Aia está próxima, mas Claude não quer partilhar com ela essa imagem secreta. Manda-a buscar qualquer fruta com que dessedentar o animal ou frutos secos com que revigorá-lo, ou mesmo o seu cofre de lenços finos para enxugar-lhe a testa, húmida das primeiras chuvas leves do Inverno.Se o Unicórnio é demiurgo da sua própria imagem, pensa o visitante, o mundo está explicado. Se a imagem permanece, mesmo depois do seu afastamento ou, até, antes de chegar a poisar a cabeça doce no regaço de Claude, então o mundo não está explicado e, nesse caso, a memória será omnipotente ou omnipresente. […]”
Dramaturga, tradutora e poeta, formada em Filologia Germânica na Universidade de Lisboa, exerceu actividade de investigação na área da literatura e da...
Sinopse
Este é o segundo livro da colecção dedicada exclusivamente à edição integral das obras de Fiama Hasse Pais Brandão. Pequenos contos, alguns deles inéditos, é o que o leitor poderá encontrar neste livro. Aqui fica um excerto:Claude de la Viste segura na mão direita o espelho, em cujo oval, tanto ela como o visitante vêem a imagem da cabeça do Unicórnio branco que está amorosamente encostado à coxa esquerda dela, com as patas dianteiras alçadas no seu colo.A Aia está próxima, mas Claude não quer partilhar com ela essa imagem secreta. Manda-a buscar qualquer fruta com que dessedentar o animal ou frutos secos com que revigorá-lo, ou mesmo o seu cofre de lenços finos para enxugar-lhe a testa, húmida das primeiras chuvas leves do Inverno.Se o Unicórnio é demiurgo da sua própria imagem, pensa o visitante, o mundo está explicado. Se a imagem permanece, mesmo depois do seu afastamento ou, até, antes de chegar a poisar a cabeça doce no regaço de Claude, então o mundo não está explicado e, nesse caso, a memória será omnipotente ou omnipresente. […]”Ficha Técnica
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