Éden Palace, 1941, Hotel do Facho, 1964. Numa praia portuguesa, cruzam-se e perdem-se personagens. São um judeu argelino, um marinheiro filipino, um marchand inglês, uma refugiada norueguesa, um agente da PIDE. Partilham tangentes, cruzam-se por desencontros, transportam fantasmas. São náufragos de muitos sítios e de várias vidas. Surgem do sonho, da imaginação ou da memória. Conhecem o Holocausto nazi, as auroras boreais, os piratas do Bornéu, as telas de Bruegel e os delírios de Gauguin, os U-Boot e a guerra da Argélia, os filmes mudos e as palavras de Deus, os lábios de Bogart e as geishas de Van Gogh, os Açores e a Costa da Morte… Conhecem o mundo todo: A carne, a cinza e a areia." Partilham o mar, metáfora de liberdade. Atlântico, Romance Fotográfico é um puzzle. O texto de Pedro Rosa Mendes e a montagem fotográfica de João Francisco Vilhena convocam cinema, teatro, poesia, epístolas, música, pintura e jornalismo num livro arrojado e subtil. Juntando as peças, obtemos uma imagem. Uma fina rede de cicatrizes: literatura.
por: António Mega Ferreira, in Público, Mil Folhas em: 19 Abril 2003
"É costume dizer que um romance é um diálogo entre duas pessoas: quem escreve e o leitor solitário que o lê. Este romance é uma excepção (...): enquanto o lia, ia pressentindo que tinha na minha frente, não o olhar de um, mas o de dois autores, o da escrita espiando a pausa com que tentava ler as imagens, o outro, impaciente, arrancando-me constantemente, por ciúme e sentido possessivo, ao fascínio das palavras."
por: António Cabrita, in Expresso, Actual em: 12 Abril 2003
"Parece-me difícil que este não seja o melhor livro português do ano. Abre com um 'trailer' e é um argumento para Fellini escrito por Michaux, que não esmola aos leitores - antes os instiga com um arrojo de fantasia a aceitar o passeio num labirinto de histórias, situações e personagens que, quando se desenreda, nos atinge com a voracidade das evidências. (...) Um livro que faz navegar o leitor e o devolve ao vínculo com a literatura."
por: Eduardo Prado Coelho, Público em: 16 Abril 2003
"Juntamente com João Francisco Vilhena, Pedro Rosa Mendes acaba de publicar 'um romance fotográfico' que é sem dúvida uma das obras mais interessantes do ano 2003."
Escritor e jornalista, distinguido com vários prémios de reportagem. Estreou-se como escritor em O Melhor Café, do fotógrafo Alfredo Cunha (1996). Três anos...
Sinopse
Éden Palace, 1941, Hotel do Facho, 1964. Numa praia portuguesa, cruzam-se e perdem-se personagens. São um judeu argelino, um marinheiro filipino, um marchand inglês, uma refugiada norueguesa, um agente da PIDE. Partilham tangentes, cruzam-se por desencontros, transportam fantasmas. São náufragos de muitos sítios e de várias vidas. Surgem do sonho, da imaginação ou da memória. Conhecem o Holocausto nazi, as auroras boreais, os piratas do Bornéu, as telas de Bruegel e os delírios de Gauguin, os U-Boot e a guerra da Argélia, os filmes mudos e as palavras de Deus, os lábios de Bogart e as geishas de Van Gogh, os Açores e a Costa da Morte… Conhecem o mundo todo: A carne, a cinza e a areia." Partilham o mar, metáfora de liberdade. Atlântico, Romance Fotográfico é um puzzle. O texto de Pedro Rosa Mendes e a montagem fotográfica de João Francisco Vilhena convocam cinema, teatro, poesia, epístolas, música, pintura e jornalismo num livro arrojado e subtil. Juntando as peças, obtemos uma imagem. Uma fina rede de cicatrizes: literatura.Ficha Técnica
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(0 comentários dos leitores)Críticas Literárias
por: António Mega Ferreira, in Público, Mil Folhas em: 19 Abril 2003
por: António Cabrita, in Expresso, Actual em: 12 Abril 2003
por: Eduardo Prado Coelho, Público em: 16 Abril 2003