As Regras do Tagameé uma notável história de amizade, perda e
ambição artística que confirma Kenzaburō Ōe como um dos maiores talentos
literários do nosso tempo. Nele, o autor combina ficção e realidade,
refletindo sobre a condição humana e os temas que dão forma ao leitmotiv da sua obra: a incompreensão, a violência e a identidade.
A história começa com o suicídio de Gorō, um famoso realizador japonês,
e com a consequente partida para a Alemanha de Kogito, alter-ego do
próprio autor, em busca de respostas para o ato inesperado do cunhado e
amigo de juventude. Ao que parece, Gorō não soube lidar com as pressões
de alguma comunicação social que o acusava de ter estado com uma jovem
bastante mais nova do que ele, durante uma estadia na Alemanha, e
decidiu colocar termo à vida.
E aquilo que começa com um acontecimento inesperado rapidamente se
revela uma desconcertante pintura do ser humano de hoje. Partindo da
estreita relação de amizade entre Gorō e Kogito, Kenzaburō Ōe partilha
neste livro uma perspetiva nada complacente da corrupção política, do
nacionalismo radical e da própria yakuza, a conhecida máfia
local, que Goro havia satirizado em alguns dos seus filmes e que pode,
afinal, estar por detrás da morte do realizador.
Assim, entre as florestas do sul do Japão (Ōe) e as ruas inquietas de
Berlim, Kogito acaba por confrontar-se com os fantasmas do passado e por
encetar uma viagem pelos caminhos da existência humana e pelo
sofrimento da alma artística
Sinopse
Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)