Se é certo que somos o que recordamos, não é menos verdade que a memória
não é um registo objectivo e inalterável. Sabela tenta reconstruir uma
história, uma parte da sua história, através das recordações de Fidel,
um ancião que vive perdido numa pequena localidade galega. A memória
deste, porém, confunde realidade com fantasia, recordações com desejos,
habitando um espaço interior cheio de fantasmas, sonhos e ilusões.
Entretanto, há outros fios que se vão entrelaçando neste processo de
recuperação, outras pessoas, outras memórias. Sim, porque também somos
aquilo que os outros recordam! E nessas memórias, próprias e alheias, há
amor e carinho, mas também rancores e ódios. Por isso recordar não é
inócuo. E quem não recorda, não vive!
Sinopse
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