Este livro reproduz fielmente a edição organizada por Al Berto em 1969 e publicada pela primeira vez pelo Montfaucon Research Center. Um autor oferece-nos a sua casa. É o mesmo que nos pode oferecer qualquer pessoa de coração aberto e generoso, mas, no caso de um autor, a casa tem a marca especial da eternidade que costumamos atribuir às obras de arte que, tendo a sua vida própria, são elas próprias, para sempre, vida. Al Berto, em 1969, desenha-nos uma casa com a desenvoltura plástica que vem da familiaridade com a prática da pintura e revela, explícita, a vocação visual que se manifesta, no decurso da sua obra, em referências constantes à fotografia, artes plásticas, cinema, flashes fotográficos, montagens cinematográficas.Nos Projectos de 1969, em Bruxelas, de acordo com as cores vanguardistas do tempo, riscadas de viagens pop e psicadélicas, Al Berto abre-nos de par em par as portas de uma casa transbordante do entusiasmo juvenil que inventa a desmesura da sua medida: doce velocíssima violência, sorridente. Uma casa suficientemente larga para que também nela depois possam caber as dúvidas e as mágoas do tempo.Uma casa que é uma cidade a preto e branco onde se sonham e arriscam todas as cores, onde correm todos os riscos: ondulantes riscas nas bandeiras festivas do arco-íris, sulcos de pastas dentífricas à conquista de bocas e sabores. Uma casa cheia de urgência inventada como quem faz um filme no meio da rua e da Europa de passagem pela estrada do mundo, rápido no salto do instinto, suave na canção do coração.A obra de Al Berto é antes de mais uma obra de palavras, mas as suas palavras têm olhos. São palavras de olhos grandes. Trabalhos do olhar escritos com os olhos abertos das palavras. São palavras, palavras, infinitas noites e páginas de palavras imparáveis, imagens em caleidoscópio diante de nós, dentro de nós, corpos disfarçados de imagens disfarçadas de palavras. Al Berto dá palavras às vozes da sua vida e ao ouvi-las tornamo-nos parte dessa vida e elas, as palavras, tornam-se, até sempre, vida. Porque os mais belos e joviais valores da vida, os melhores argumentos do fulgor e do afecto, continuam a nascer e a crescer à nossa volta e para eles sempre estarão abertas as portas da casa da alegria.” Alexandre Melo
Sinopse
Este livro reproduz fielmente a edição organizada por Al Berto em 1969 e publicada pela primeira vez pelo Montfaucon Research Center. Um autor oferece-nos a sua casa. É o mesmo que nos pode oferecer qualquer pessoa de coração aberto e generoso, mas, no caso de um autor, a casa tem a marca especial da eternidade que costumamos atribuir às obras de arte que, tendo a sua vida própria, são elas próprias, para sempre, vida. Al Berto, em 1969, desenha-nos uma casa com a desenvoltura plástica que vem da familiaridade com a prática da pintura e revela, explícita, a vocação visual que se manifesta, no decurso da sua obra, em referências constantes à fotografia, artes plásticas, cinema, flashes fotográficos, montagens cinematográficas.Nos Projectos de 1969, em Bruxelas, de acordo com as cores vanguardistas do tempo, riscadas de viagens pop e psicadélicas, Al Berto abre-nos de par em par as portas de uma casa transbordante do entusiasmo juvenil que inventa a desmesura da sua medida: doce velocíssima violência, sorridente. Uma casa suficientemente larga para que também nela depois possam caber as dúvidas e as mágoas do tempo.Uma casa que é uma cidade a preto e branco onde se sonham e arriscam todas as cores, onde correm todos os riscos: ondulantes riscas nas bandeiras festivas do arco-íris, sulcos de pastas dentífricas à conquista de bocas e sabores. Uma casa cheia de urgência inventada como quem faz um filme no meio da rua e da Europa de passagem pela estrada do mundo, rápido no salto do instinto, suave na canção do coração.A obra de Al Berto é antes de mais uma obra de palavras, mas as suas palavras têm olhos. São palavras de olhos grandes. Trabalhos do olhar escritos com os olhos abertos das palavras. São palavras, palavras, infinitas noites e páginas de palavras imparáveis, imagens em caleidoscópio diante de nós, dentro de nós, corpos disfarçados de imagens disfarçadas de palavras. Al Berto dá palavras às vozes da sua vida e ao ouvi-las tornamo-nos parte dessa vida e elas, as palavras, tornam-se, até sempre, vida. Porque os mais belos e joviais valores da vida, os melhores argumentos do fulgor e do afecto, continuam a nascer e a crescer à nossa volta e para eles sempre estarão abertas as portas da casa da alegria.” Alexandre MeloFicha Técnica
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