Depois de lhe ser diagnosticada uma tuberculose dos dois vértices pulmonares, e por recomendação do médico, Franz Kafka parte para Zürau. Contrariamente ao que se poderia imaginar, a perspectiva de abandonar Praga era-lhe agradável: podia assim «libertar-se finalmente de todas as obrigações (o trabalho extenuante no escritório em Praga, o sofrimento de cinco anos do noivado e o convívio diário e silenciosamente conflituoso com os pais)», e dedicar-se ao que o movia — a literatura. É nessa «pequena e humilde aldeia, perdida na peneplanície do Noroeste da Boémia, com pouco mais de trezentos habitantes, que se dedicam essencialmente à agricultura», que Kafka passa os oito meses seguintes, interrompidos por visitas esporádicas à cidade que pela primeira vez deixara para trás.Isolado, dedica-se durante algum tempo a ler apenas, sem escrever, os autores que admirava, sobretudo Kierkegaard, sentindo grande empatia por ele (partilhavam o amor pela filosofia, assim como alguns aspectos da vida pessoal). «Em Zürau, Kafka está interessado mais naquilo que é o fundamento das coisas, nas questões da identidade, do significado, nas questões da vida e morte (Cf. Reiner Stach, op. cit., p. 228). Estas cogitações levam-no a registar nos cadernos in octavo apontamentos que parecem antes fragmentos de narração, pequenos versos ou mesmo parábolas.»E assim nascem os «aforismos» que deram origem a este livro.(as citações foram retiradas da apresentação deste livro, por Álvaro Gonçalves)
Sinopse
Depois de lhe ser diagnosticada uma tuberculose dos dois vértices pulmonares, e por recomendação do médico, Franz Kafka parte para Zürau. Contrariamente ao que se poderia imaginar, a perspectiva de abandonar Praga era-lhe agradável: podia assim «libertar-se finalmente de todas as obrigações (o trabalho extenuante no escritório em Praga, o sofrimento de cinco anos do noivado e o convívio diário e silenciosamente conflituoso com os pais)», e dedicar-se ao que o movia — a literatura. É nessa «pequena e humilde aldeia, perdida na peneplanície do Noroeste da Boémia, com pouco mais de trezentos habitantes, que se dedicam essencialmente à agricultura», que Kafka passa os oito meses seguintes, interrompidos por visitas esporádicas à cidade que pela primeira vez deixara para trás.Isolado, dedica-se durante algum tempo a ler apenas, sem escrever, os autores que admirava, sobretudo Kierkegaard, sentindo grande empatia por ele (partilhavam o amor pela filosofia, assim como alguns aspectos da vida pessoal). «Em Zürau, Kafka está interessado mais naquilo que é o fundamento das coisas, nas questões da identidade, do significado, nas questões da vida e morte (Cf. Reiner Stach, op. cit., p. 228). Estas cogitações levam-no a registar nos cadernos in octavo apontamentos que parecem antes fragmentos de narração, pequenos versos ou mesmo parábolas.»E assim nascem os «aforismos» que deram origem a este livro.(as citações foram retiradas da apresentação deste livro, por Álvaro Gonçalves)Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)