Na introdução à anterior recolha de poemas celtas, intitulada O Grito do Gamo e relacionada com a fé e o sagrado, dizia-se que um dos traços essenciais desta poesia reside na intimidade dos poetas com a natureza. Tal afirmação encontra eloquente ilustração neste terceiro Gato Maltês inteiramente dedicado à Natureza [o primeiro volume desta trilogia dedicada à poesia celta tem por título O Imenso Adeus - poemas celtas do amor].As dezanove composições seleccionadas inserem-se num período que vai do século IX ao século XVII. Em todas elas é evidente o fascínio que a Natureza exerce nos poetas. Todavia, os poemas datados da Idade Média revestem-se de uma frescura simultaneamente ingénua e sábia que lhes confere uma singularidade claramente distintiva da poesia de temática semelhante produzida na mesma época pelas literaturas continentais.José Domingos Morais, no prefácio a este livro.AO SOLEu te saúdo, Sol das estações,Na tua viagem pelos altos céus.Rasto indelével no cimo dos montes,Senhor amável de todas as estrelas.Mergulhas sereno nas trevas do marNinguém te toca e nada tu sofres.Depois te levantas da calma das ondasComo jovem príncipe coroado de rosas.
Sinopse
Na introdução à anterior recolha de poemas celtas, intitulada O Grito do Gamo e relacionada com a fé e o sagrado, dizia-se que um dos traços essenciais desta poesia reside na intimidade dos poetas com a natureza. Tal afirmação encontra eloquente ilustração neste terceiro Gato Maltês inteiramente dedicado à Natureza [o primeiro volume desta trilogia dedicada à poesia celta tem por título O Imenso Adeus - poemas celtas do amor].As dezanove composições seleccionadas inserem-se num período que vai do século IX ao século XVII. Em todas elas é evidente o fascínio que a Natureza exerce nos poetas. Todavia, os poemas datados da Idade Média revestem-se de uma frescura simultaneamente ingénua e sábia que lhes confere uma singularidade claramente distintiva da poesia de temática semelhante produzida na mesma época pelas literaturas continentais.José Domingos Morais, no prefácio a este livro.AO SOLEu te saúdo, Sol das estações,Na tua viagem pelos altos céus.Rasto indelével no cimo dos montes,Senhor amável de todas as estrelas.Mergulhas sereno nas trevas do marNinguém te toca e nada tu sofres.Depois te levantas da calma das ondasComo jovem príncipe coroado de rosas.Ficha Técnica
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