A historiografia convencional retrata o palco europeu da Segunda Guerra Mundial como uma aliança de nações contra, essencialmente, a Alemanha nazi, a representação do Mal. Indo para além desta oposição simplista - e com base em detalhada investigação - Norman Davies afirma que o conflito que grassou na Europa foi na realidade dominado por duas forças do Mal, e não apenas uma. Nesta perspectiva, o desfecho da guerra foi ambíguo, na medida em que a Europa de Leste apenas substituiu um regime ditatorial por outro, situação que Churchill descreveu na perfeição ao cunhar a expressão «cortina de ferro» para designar a nova realidade da Europa de Leste. De igual modo, segundo o autor, a vitória dos Aliados ficou comprometida em termos morais pela sua associação ao regime estalinista. Para muitas populações, a libertação de 1945 foi o início de quase 50 anos de opressão totalitária.
Sinopse
A historiografia convencional retrata o palco europeu da Segunda Guerra Mundial como uma aliança de nações contra, essencialmente, a Alemanha nazi, a representação do Mal. Indo para além desta oposição simplista - e com base em detalhada investigação - Norman Davies afirma que o conflito que grassou na Europa foi na realidade dominado por duas forças do Mal, e não apenas uma.
Nesta perspectiva, o desfecho da guerra foi ambíguo, na medida em que a Europa de Leste apenas substituiu um regime ditatorial por outro, situação que Churchill descreveu na perfeição ao cunhar a expressão «cortina de ferro» para designar a nova realidade da Europa de Leste. De igual modo, segundo o autor, a vitória dos Aliados ficou comprometida em termos morais pela sua associação ao regime estalinista. Para muitas populações, a libertação de 1945 foi o início de quase 50 anos de opressão totalitária.
Ficha Técnica
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