Em A Concepção do Poder em Fernão Lopes o autor analisa a problemática do discurso histórico do cronista, situando-o dentro do horizonte cultural que define a mentalidade da época. Logra, assim, explicar o plano da estrutura narrativa e decifrar os códigos da alegoria politica do “evangelho português”, tantas vezes admirada e só parcialmente entendida, que consagra o novo poder instaurado pela força do braço popular. Mostra que o discurso histórico, discurso da legitimidade, é também o discurso da utopia tornada possível pela acção revolucionária. Nele examina algumas questões cruciais – o carisma do chefe, a autoridade messiânica e os seus efeitos na mentalidade colectiva, o papel dos franciscanos como agentes políticos inspirados pela doutrina joaquimita e pelo igualitarismo de Santo Ambrósio. Temas estes da maior relevância para os dias de hoje, eles constituem o cerne de um estudo incisivo do discurso de Fernão Lopes sobre a revolução de 1383, convidando a uma reflexão sobre ela.
Sinopse
Em A Concepção do Poder em Fernão Lopes o autor analisa a problemática do discurso histórico do cronista, situando-o dentro do horizonte cultural que define a mentalidade da época. Logra, assim, explicar o plano da estrutura narrativa e decifrar os códigos da alegoria politica do “evangelho português”, tantas vezes admirada e só parcialmente entendida, que consagra o novo poder instaurado pela força do braço popular. Mostra que o discurso histórico, discurso da legitimidade, é também o discurso da utopia tornada possível pela acção revolucionária. Nele examina algumas questões cruciais – o carisma do chefe, a autoridade messiânica e os seus efeitos na mentalidade colectiva, o papel dos franciscanos como agentes políticos inspirados pela doutrina joaquimita e pelo igualitarismo de Santo Ambrósio. Temas estes da maior relevância para os dias de hoje, eles constituem o cerne de um estudo incisivo do discurso de Fernão Lopes sobre a revolução de 1383, convidando a uma reflexão sobre ela.Ficha Técnica
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