Neste livro procuramos relacionar a constituição de sociedades coloniais
em território imperial português com a construção do urbano, num
conjunto de espaços e temporalidades diferentes que extravasam o tempo
colonial e nos conduzem até à actualidade. A morfologia urbana colonial
caracterizou-se por um processo particular de categorização social, de
reprodução da força de trabalho e da constituição de uma cidadania
desigual. Foi também um universo de circulação de pessoas, hábitos,
ideias e mercadorias, de controlo e regulação social, de apropriação e
adopção de práticas e de produção de representações hegemónicas sobre a
realidade. Na contemporaneidade, algumas destas dinâmicas reproduzem-se
sob outras configurações, naquelas que foram outrora as metrópoles
coloniais, como é o caso aqui explorado da cidade de Lisboa. Nos espaços
urbanos da ex-metrópole desenham-se trajetórias de vida no cruzamento
entre a herança colonial e os fluxos da economia global. Como nos tempos
coloniais, são trajetórias marcadas pela exploração e pela
subalternidade, mas também pela ambivalência e pela negociação.
Sinopse
Ficha Técnica
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