Uma vez mais, Rubem Alves visita-nos com as suas palavras mágicas. Desta vez com uma BOA NOVA: a alegria é possível, a esperança é possível. E também o amor, a compaixão, a ternura. Como uma caixa de segredos que nos maravilha em cada página que desfolhamos. «Amamos não a pessoa que fala bonito, mas a pessoa que escuta bonito... A arte de amar e a arte de ouvir estão intimamente ligadas. Não é possível amar uma pessoa que não sabe ouvir. Os falantes que julgam que pela sua fala bonita serão amados são uns tolos. Estão condenados à solidão. Quem só fala e não sabe ouvir é um chato O acto de falar é um acto masculino. Falar é falus: algo que sai, se alonga e procura um orifício onde entrar, o ouvido. Já o acto de ouvir é feminino: o ouvido é um vazio que se permite ser penetrado. Não me entenda mal. Não disse que fala é coisa de homem e ouvir é coisa de mulher. Todos nós somos masculinos e femininos ao mesmo tempo. Xerazade, quando contava as estórias das 11 noites para o sultão, estava carinhosamente penetrando os vazios femininos do machão. E foi dessa escuta feminina do sultão que surgiu o amor. Não há amor que resista ao falatório.»
Sinopse
Uma vez mais, Rubem Alves visita-nos com as suas palavras mágicas. Desta vez com uma BOA NOVA: a alegria é possível, a esperança é possível. E também o amor, a compaixão, a ternura. Como uma caixa de segredos que nos maravilha em cada página que desfolhamos. «Amamos não a pessoa que fala bonito, mas a pessoa que escuta bonito... A arte de amar e a arte de ouvir estão intimamente ligadas. Não é possível amar uma pessoa que não sabe ouvir. Os falantes que julgam que pela sua fala bonita serão amados são uns tolos. Estão condenados à solidão. Quem só fala e não sabe ouvir é um chato O acto de falar é um acto masculino. Falar é falus: algo que sai, se alonga e procura um orifício onde entrar, o ouvido. Já o acto de ouvir é feminino: o ouvido é um vazio que se permite ser penetrado. Não me entenda mal. Não disse que fala é coisa de homem e ouvir é coisa de mulher. Todos nós somos masculinos e femininos ao mesmo tempo. Xerazade, quando contava as estórias das 11 noites para o sultão, estava carinhosamente penetrando os vazios femininos do machão. E foi dessa escuta feminina do sultão que surgiu o amor. Não há amor que resista ao falatório.»Ficha Técnica
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