Vivant Denon
Dominique Vivant, Barão de Denon, nasceu em Chalon-sur-Saône, no ano de 1747. Começou por estudar Direito em Paris, mas sentia ser sua vocação a arte e a literatura, o que depressa o fez esquecer o Direito.
Aos 23 anos produziu a muito aclamada comédia Le Bon Père, sendo que nesta altura já dispunha de uma notável posição social, o que o tornou um dos favoritos de Louis XV, que o nomeou diplomata da embaixada francesa em S. Petersburgo. Mais tarde, Louis XVI permitiu a sua transferência para a Suécia, de onde regressou passado pouco tempo. Cerca de 1775, Vivant foi enviado para a Suíça numa missão especial e mais tarde para Nápoles, onde viveu durante sete anos, desempenhando funções na embaixada, primeiro como secretário e depois como negociador. Durante esta temporada, o diplomata fez um profundo estudo sobre os monumentos de arte antiga e aprofundou a prática de gravura. Cerca de 1787, após a morte do seu chefe, voltou a Paris, onde foi admitido como membro da Academia de Pintura. Acabou por voltar a Itália, desta vez a Veneza, tendo visitado também as cidades de Florença e Bolonha, regressando depois à Suíça.
Denon travou conhecimento com Napoleão Bonaparte, que, finda a Revolução, o convidou para uma expedição ao Egipto, oportunidade que lhe permitiu reunir materiais para o seu trabalho literário e artístico mais importante – a obra em dois volumes Voyage dans la basse et la haute Égypte, que o consagrou como arqueólogo e artista.
Em 1804, Napoleão nomeou-o director geral dos museus, profissão que manteve até 1815, ano da restauração. Como grande amigo de Napoleão, acompanhou-o nas expedições a Áustria, Espanha e Polónia, pintando esboços debaixo de perigosas situações bélicas ou mesmo em campos de batalha.
Morreu em Paris no ano de 1825, deixando inacabado o seu projecto de uma história ilustrada da arte moderna e antiga.
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