Sergei Prokofiev
Nasceu em Sontsovka (Ucrânia), em 1891. Desde cedo deu mostras da sua vocação para a música, tendo composto algumas peças antes mesmo de se iniciar na teoria da composição. Depois de começar a aprendizagem mais teórica (1902) e de a interiorizar, principiou a fazer aquilo que mais caracterizou a sua obra musical: a experimentação. As primeiras obras que divulgou, Concerto para Piano n.º1 (1911) e Suite para Orquestra (1914), deram-lhe fama de mau músico, por se opor à linha nacionalista russa. No entanto, as elevadas classificações finais do curso no Conservatório de S. Petersburgo (1914) pareciam dizer o contrário.
Rumou a Londres, onde conheceu Sergei Diaghilev (um empresário de ballet russo para quem viria a compor) e Igor Stravinsky. Durante a Primeira Guerra Mundial compôs a ópera O Jogador, baseado na obra de Dostoievsky com o mesmo nome. Entre 1918 e 1920 viveu em S. Francisco (Califórnia), e posteriormente (até 1936) na Europa Ocidental. Durante esse período, realizava tournées musicais, em que tocava obras compostas por si. Esta foi uma época de grande criatividade, liberdade criativa e aprendizagem (viajou por vários países). Em 1936 regressou à Rússia, onde continuou a compor, embora constrangido à estética e gosto soviéticos, muito apegados ao realismo socialista. É dessa época a obra Pedro e o Lobo (composta para agradar a Estaline), bem como a ópera Guerra e Paz e a cantata Alexandre Nevsky (realizada para o filme homónimo de Eisenstein). Em 1948 é censurado e, mais uma vez, apontado como mau compositor, pelo facto de não compor no estilo do realismo soviético. Assim, cria nesse mesmo ano o Conto de um Homem Autêntico (com que volta a ser censurado), e em 1952 a Sinfonia n.º 7 (laureada com o prémio Estaline).
Morreu em Moscovo, no ano de 1953.
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