Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
Nado
e criado na Beira, onde profundamente sentiu todo o encanto do meio rural,
muito precocemente Diogo Ferreira começou a cultivar o gosto pela leitura e pela
escrita, havendo resultado, dessa prolífica actividade, larga cópia de textos,
os quais se repartem por géneros múltiplos, desde a novelística até à crónica e
à monografia.
No
que à sua obra ficcional tange, vem o autor cultivando, desde cedo, uma dúplice
preocupação: a de impregnar os textos de amplas marcas históricas, como forma
de divulgar o conhecimento de realidades de antanho junto do público, e,
outrossim, a de buscar, por meio de enredos que se pretendem simples e
impressivos, a realização de uma pertinente crítica social (finalidade que, de
resto, não é prejudicada pela situação da acção no passado, até porque muitos dos
defeitos que se imputam às sociedades hodiernas vêm de longe e passam incólumes
ante o devir dos tempos…), onde pontificam os tons caricaturais das personagens
e o tempero de uma certa ironia nos descritivos situacionais, de inspiração
camiliana e, mormente, queirosiana.
Desde
sempre o autor considerou que à literatura cabe uma importante e decisiva
função social, procurando consubstanciar tal convicção nas obras que vai
gizando (e não apenas no campo – sempre fértil – da ficção, mas também em
artigos de opinião que vai redigindo e em projectos literários que tem já em
mente). O leitor é, pois, convidado a constatar isso mesmo, e a efectuar a sua
valiosa apreciação crítica de quanto se vai escrevendo.
Comentários
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publicado: 16:24 do dia 31/08/2016
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Díptico poético II
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publicado: 23:28 do dia 10/04/2014
Um texto poético
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Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
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(soneto)
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Triste, opresso,(...)
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publicado: 01:56 do dia 16/02/2014
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Novamente respigamos da nossa página de Facebook um modesto poema de nossa lavra:
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por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
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Solidão
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publicado: 01:25 do dia 02/01/2014
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Lágrima
Que se despenha
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publicado: 00:31 do dia 27/12/2013
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Tem-se dito por aí coisa imensa sobre a Constituição. Mais: tem-se dito por aí coisa imensa contra a Constituição, e até contra a instância a quem compete velar pelo bom cumprimento da mesma: o Tribunal Constitucional.
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publicado: 15:38 do dia 23/12/2013
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Aqui postamos, hoje, mais uma composição poética de nossa autoria, recentemente elaborada, e respigada da nossa página de Facebook, onde há dias a mostrámos:
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D. Henrique continuava muito indisposto. Tremia, tremia nervosamente, e todos os circunstantes, ali plantados, no adro da igreja, estavam já antecipando o seu fim. «Coitado, está mais para lá do que para cá?», «é agora que ele(...)
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Mas a má sorte de Cesária conheceu breve interregno. As preces instantes e comovidas de Marquinhas ante a imagem de Nossa Senhora do Rosário deram seus frutos. Certo dia, constou-se na terra que a Snr.ª D. Maria dos Prazeres de Bessa e(...)
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Nos dias 9, 10 e 11 de Fevereiro do ano corrente, demos à publicação, neste Blogue dos Autores, um conto de nossa autoria, que se intitulava A esmola. Como, então, frisámos em uma singela nota prévia de que o fizemos acompanhar, não fora tal texto incluso na nossa antologia de contos Retratos(...)
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Há precisamente dois anos, o luso universo da representação emurcheceu, ante a obnubilação de uma das suas mais fulgentes estrelas. Falecia Mariana Rey Monteiro.
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Foi hoje dia infausto para o Fado de Coimbra. As suas guitarras, fazendo ouvir mais sentidamente o bater do coração que lhes é tão característico, choram o falecimento de um dos mais distintos cultores da canção da Lusa Atenas. Trata-se do Dr. Luiz Goes.
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Sobre o «novo» Acordo(...)
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«Terras de São Cosme» - nota(...)
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publicado: 23:47 do dia 27/08/2012
«Terras de São Cosme» (XIII)
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13.º CAPÍTULO
Um mês volvido sobre o passamento de Teresinha, arribou, enfim, a hora de eu e a Carolina abandonarmos São Cosme. Eu tinha assuntos a tratar em Coimbra, afazeres profissionais que por mim clamavam com insistência. Quanto a minha esposa, essa, não obstante haver-se, entretanto,(...)
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publicado: 01:19 do dia 21/08/2012
«Terras de São Cosme» (XII)
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
12.º CAPÍTULO
Mal chegámos a casa, meu tio convidou o Snr. Amora a entrar para a «salinha». Indicou-lhe uma confortável cadeira. Meu tio sentou-se no seu habitual cadeirão verde. Eu e Carolina igualmente nos instalámos. A Maria de Jesus dirigiu-se à cozinha, onde se já achava a Antónia, a fim(...)
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publicado: 02:12 do dia 15/08/2012
«Terras de São Cosme» (XI)
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
11.º CAPÍTULO
Quando cheguei a casa, acompanhado do tal criado de meu tio de que falava atrás, todos se achavam em alvoroço. O sucedido no «povo de lá» correra célere para as bandas da Tapada, trazido por gente que presenciara a cena final da tragédia. A Carolina estava nervosíssima, vendo-me(...)
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publicado: 01:19 do dia 08/08/2012
«Terras de São Cosme» (X)
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10.º CAPÍTULO
Havia corrido uma semana desde a minha visita a Teresinha quando intentei repetir tal acto. Necessitava de vê-la, nem que fosse essa a vez derradeira em que o fizesse.
Foi por um dia meio enevoado, mas que prometia sol lá mais para a tarde ? afinal, como diziam abundantemente(...)
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publicado: 19:44 do dia 06/08/2012
Do conto e das suas(...)
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Bole o presente escrito com uma questão que ? mesmo quase insensivelmente, posto que pressentível ? desde há muito se vem acomodando no nosso espírito: a da consideração do conto como um género textual pleno de utilíssimas virtualidades, as quais o alcandoram, sine dubio, às aras da melhor(...)
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publicado: 19:00 do dia 31/07/2012
«Terras de São Cosme» (IX)
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Escusado será dizer que, quando me viu sangrando da cabeça, e após as explicações simpaticamente prestadas pelo pastor que me acompanhara (chamava-se ele Duarte dos Santos, mais conhecido por Tio Duarte da Fonte, vim depois a saber), meu tio acusou incontida irritação. Quis saber(...)
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publicado: 20:09 do dia 24/07/2012
«Terras de São Cosme» (VIII)
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
8.º CAPÍTULO
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Assim se me dirigiu o Eduardo da Luz, após abrir a porta da sua residência e eu me haver apresentado. Retorqui-lhe, de facies alterado e fazendo um esforço sobre-humano para lhe não partir a cara de imediato:
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publicado: 23:24 do dia 20/07/2012
Senhor Professor Doutor José(...)
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O dia de hoje, que, no seu despontar, parecia anunciar-se luminoso e soalheiro, quási que fazendo apelo aos nossos melhores sentimentos de radiosidade e de esperança, foi, afinal, por um funesto sucesso do destino, tomado por dolorosa marca de luto, que a todos entristeceu: anunciava-se,(...)
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publicado: 20:44 do dia 17/07/2012
«Terras de São Cosme» (VII)
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
7.º CAPÍTULO
Ia já para riba de dez anos volvidos sobre a minha primeira estada em São Cosme quando formei a resolução de lá tornar. Queria saber novas de meu tio Joaquim, com quem só fugitivamente fora comunicando, por meio de carta.
Mas outra cousa me prendia, ainda, àquela singela povoação(...)
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publicado: 18:01 do dia 10/07/2012
«Terras de São Cosme» (VI)
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
6.º CAPÍTULO
Realizou-se o casamento de Teresinha e do Eduardo da Luz nos princípios de Abril. O Snr. Amora andava atarefadíssimo com os preparos da festa, para a qual convidou a melhor sociedade da época, incluindo meu tio Figueira. Eu também fui abrangido por essa invitação, mas prontamente me(...)
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publicado: 01:48 do dia 03/07/2012
«Terras de São Cosme» (V)
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
5.º CAPÍTULO
Quando, em um dos primeiros dias soalheiros de Primavera, intentei deambular pelos singelos caminhos da aldeia até à Mata da Pregueira, terra que pega com a ribeira local, não esperava, a priori, que lá viesse a encontrar Teresinha. Sim, de facto, não a houvera eu visto desde(...)
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publicado: 19:15 do dia 26/06/2012
«Terras de São Cosme» (IV)
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
4.º CAPÍTULO
De tal maneira o Snr. Amora simpatizou com a minha pessoa naquele dia na vila que, pouco tempo volvido, fui convidado a tomar chá em sua residência. Uma sua criada, a Ermelinda, veio comunicar tal invitação a casa de meu tio. Este, quando soube, ficou radiante, e logo me(...)
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publicado: 19:41 do dia 19/06/2012
«Terras de São Cosme» (III)
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Cerca de um mês transcorrido sobre o episódio do Chão da Ribeira, instou meu tio Joaquim para que o acompanhasse à vila. Ia ao tabelião, a fim de assinar a escritura de compra e venda de uma sorte de terra sita aos Carvalhais.
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publicado: 19:28 do dia 12/06/2012
«Terras de São Cosme» (II)
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Uma semana volvida, e estando eu quási completamente restabelecido, acompanhei meu tio numa visita ao Chão da Ribeira. Cabia este nome a uma das propriedades que a família Figueira detinha. O tempo apresentava-se mais «amoroso», como ali diziam, e os trabalhadores lá andavam de roda(...)
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publicado: 20:51 do dia 10/06/2012
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Neste dia simbólico, em que pagamos renovado óbolo a Luso, e em que, do mesmo passo, recordamos o poeta inspirado pelas Tágides, trovador inigualável da singular epopeia portucalense, cujo fado também passou, afinal, pela Diáspora, pelo desbravamento de distantes paragens, como o vieram a fazer(...)
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«Terras de São Cosme» (I)
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publicado: 20:01 do dia 04/06/2012
«Terras de São Cosme» -(...)
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
É já antigo e fundamente arreigado o nosso gosto pela escrita, actividade a que dedicamos largo tempo sempre que outros afazeres concedem periódica folga. Actividade prazenteira, portanto, mas igualmente hercúlea e, indubitavelmente, temerária. Note-se que as linhas traçadas no papel (haja este(...)
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publicado: 20:50 do dia 29/04/2012
Breve apontamento sobre o Dia(...)
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
Assinalou-se, em 23 do mês corrente, o Dia Mundial do Livro. E, a propósito de tal efeméride, seja-nos permitida, posto que com alguma indisfarçada extemporaneidade, uma singela nótula reflexiva.
Na verdade, a relevância e pertinência das considerações que, em torno de tal assunto, possamos(...)
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publicado: 01:06 do dia 01/04/2012
Feliz Páscoa
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
Em Domingo de Ramos, aqui deixo um recente soneto, com o qual desejo, a todos os nossos estimados leitores, uma Páscoa muito feliz:
Renasce a aldeia em festa,
Canta-se a Ressurreição do Senhor;
Que linda quadra esta,
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Doce Primavera, que traz a luz
Duma(...)
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publicado: 01:38 do dia 22/03/2012
Dia Mundial da Poesia
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A propósito do Dia Mundial da Poesia, uma muito singela nota em verso:
«Dia Mundial da Poesia»
Excelsa, nobre arte,
Palavras de sentir profundo,
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Uma recordação (poética) do(...)
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Todos os anos, neste dia;
Recordações ternas do passado,
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Celebrando a união
Da Fraternidade e do Amor.
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Mais uma incursão pela(...)
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Eis aqui uma outra experiência poética a que, em certo dia outonal, em que a força transformadora do tempo ia já cambiando os tons ridentes do Estio por aqueloutros, quiçá mais nevoentos, do Inverno, a minha pena se permitiu:
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Folha de Outono
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Uma pequena experiência(...)
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Partilho, hoje, com os nossos estimados leitores esta pequena incursão por mim efectuada, há já algum tempo, nos domínios do texto poético, onde a poucas experiências me permiti ainda, porque mais ocupado em cultivar a narrativa em prosa. Porém, certos dias de maior inspiração são sempre(...)
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Um conto inédito: «A esmola»(...)
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(continuação da Parte I, ontem publicada)
No dia imediato, de barba feita e pequeno-almoço tomado, foi Joaquim a uma das fábricas de conservas. Havia-lhe constado, por nacos de conversa apanhados ao acaso na sua ainda curta permanência na grande cidade, que eram precisos braços para o labor.(...)
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publicado: 21:14 do dia 09/02/2012
Um conto inédito: «A esmola»(...)
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
Aquando da publicação da minha antologia de contos Retratos Dispersos, dois textos houve que decidi, então, excluir do âmbito de tal obra, por se me não terem afigurado merecedores de honras de consagração em forma impressa. Porém, e porque me penaliza sobremaneira a ideia de escrever algo que(...)
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publicado: 22:30 do dia 03/12/2011
O fim da História?
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
Tal é a interrogação que nos assoma à ideia quando atentamos no que a seguir vai descrito.
Efectivamente, e a darmos atenção a certos rumores que, com insistência, aqui e ali vão pululando, foi o 1.º de Dezembro último o derradeiro (perdoe-se-nos este quási pleonasmo) que mereceu o estatuto de(...)
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publicado: 14:31 do dia 05/10/2011
Sobre o 5 de Outubro e «O(...)
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
Passam hoje cento e um anos sobre a revolução republicana de 1910, a qual, para além de haver produzido a modificação do regímen político em Portugal, trouxe consigo um sem-número de mutações a todos os níveis.
Na verdade, com o 5 de Outubro, o país viu alterada a rota da sua História, ante a(...)
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publicado: 19:16 do dia 13/09/2011
A crítica social por meio de?(...)
por: Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
Acha-se em mim profundamente arreigada a convicção de que a literatura, tal como a música ou a arte, deve servir uma função social. A toda a obra literária deverá subjazer um fim, um objectivo. E aí se insere a crítica social.
Na verdade, o texto literário constitui uma excelente forma de estudo(...)
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