Diogo Figueiredo P. D. Ferreira

Nado e criado na Beira, onde profundamente sentiu todo o encanto do meio rural, muito precocemente Diogo Ferreira começou a cultivar o gosto pela leitura e pela escrita, havendo resultado, dessa prolífica actividade, larga cópia de textos, os quais se repartem por géneros múltiplos, desde a novelística até à crónica e à monografia.

No que à sua obra ficcional tange, vem o autor cultivando, desde cedo, uma dúplice preocupação: a de impregnar os textos de amplas marcas históricas, como forma de divulgar o conhecimento de realidades de antanho junto do público, e, outrossim, a de buscar, por meio de enredos que se pretendem simples e impressivos, a realização de uma pertinente crítica social (finalidade que, de resto, não é prejudicada pela situação da acção no passado, até porque muitos dos defeitos que se imputam às sociedades hodiernas vêm de longe e passam incólumes ante o devir dos tempos…), onde pontificam os tons caricaturais das personagens e o tempero de uma certa ironia nos descritivos situacionais, de inspiração camiliana e, mormente, queirosiana.

Desde sempre o autor considerou que à literatura cabe uma importante e decisiva função social, procurando consubstanciar tal convicção nas obras que vai gizando (e não apenas no campo – sempre fértil – da ficção, mas também em artigos de opinião que vai redigindo e em projectos literários que tem já em mente). O leitor é, pois, convidado a constatar isso mesmo, e a efectuar a sua valiosa apreciação crítica de quanto se vai escrevendo.

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