Carmen Laforet

«A 28 de Fevereiro de 2004 faleceu em Madrid aos 82 anos Carmen Laforet, a mulher que renovou a narrativa do pós-guerra com o seu inesquecível romance "Nada".» (El Mundo) 

Carmen Laforet nasceu em Barcelona em 1921. Aos dois anos de idade deslocou-se com a sua família para Las Palmas, nas Canárias, onde permaneceu até aos seus dezoito anos. No fim da guerra, deixou o arquipélago e regressou a Barcelona para estudar Filosofia e Letras, vivendo com a sua avó, Carmen. Já em Madrid, em Janeiro de 1944 iniciou a redacção de Nada que terminaria no mês de Setembro. 

O romance é publicado em 1945, vencendo nesse mesmo ano o recém-criado prémio Nadal. O reconhecimento do valor deste romance de estreia, escrito por uma jovem e desconhecida autora de vinte e três anos, é imediato e fulgurante: crítica e público rendem-se ao carácter excepcional da obra, que será considerada um verdadeiro acontecimento socio-literário que renovou a literatura espanhola do pós-guerra.

As edições sucedem-se: em Setembro a segunda, em Outubro a terceira, a quarta em Fevereiro de 1946, a quinta em Abril, ultrapassando ao longo dos anos as cinquenta edições sem que o seu impacto esmoreça nas diferentes gerações de leitores.

O enorme êxito da sua primeira obra, ao contrário do que seria de esperar, remeteu Carmen Laforet para um primeiro obstinado silêncio que durará seis anos e que inaugurou a sua difícil e conturbada relação com a fama e a vida mundana, após o qual publicou La isla y los demonios, que será para muitos a continuação retrospectiva da história de Andrea, a conturbada protagonista de Nada.

Por esta altura, sofreu uma profunda crise espiritual, que a fará reconciliar-se com a Igreja Católica e, nesta nova fase de militância religiosa, publicou La mujer nueva, com a qual obtém o Prémio Nacional de Literatura e o Prémio Menorca, e o livro de contos La muerta (1952). Seguem-se a colecção de novelas curtas, La llamada (1954) e, em 1956, a sua antologia pessoal, Mis páginas mejores. Nesse mesmo ano, renuncia à sua fé católica com o mesmo fervor com que havia abraçado em 1951. 

Em 1963, publicou La insolación, a sua última obra, com a qual recupera o assunto da adolescência e dos seus ritos de passagem à idade adulta. Este ano, é marcado igualmente pelo definitivo afastamento de Carmen Laforet da vida social e cultural do país, da qual se abstém de participar, iniciando um período prolongado de viagens e de residência no estrangeiro, até ao seu regresso em 1979, quando se instalou na cidade de Santander. Morreu em 2004, sendo a sua obra, sobretudo o seu romance de estreia, Nada, comemorada e assinalada com reedições críticas e económicas de tiragens elevadas.

Nasceu a 06 de Setembro de 1921 , Barcelona, Espanha

Página oficial do autor: http://www.carmenlaforet.com/

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