Ter nascido em África foi uma bênção e um privilégio e sobretudo uma
dádiva de Deus. Não se nasce no continente negro impunemente. O parto
por si só tem o encantamento dos grandes espaços, dos incandescentes
nascentes e ocasos, do céu onde as estrelas têm um brilho único e
universal, da grandiosidade dos desertos que comungam com as savanas e
florestas, dos rios de águas transparentes povoados de vida, da fauna
diversificada que nos inunda o olhar, dos planaltos soberanos e das
cordilheiras misteriosas e das gentes humildes que pastoreiam o gado e
trabalham a terra vermelha. Se tudo isto não bastasse para modelar
qualquer mortal ainda temos a fragância única que exala da terra molhada
quando a chuva vivifica o chão sagrado. Toda esta conjugação onírica
transforma-se num sortilégio que nos invade irremediavelmente o corpo e a
alma e nos torna reféns da terra para todo o sempre.
Sinopse
Se tudo isto não bastasse para modelar qualquer mortal ainda temos a fragância única que exala da terra molhada quando a chuva vivifica o chão sagrado. Toda esta conjugação onírica transforma-se num sortilégio que nos invade irremediavelmente o corpo e a alma e nos torna reféns da terra para todo o sempre.
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