Os textos e as ilustrações reunidos em Mitos e Símbolos na Arte e Civilização Indianas resultam de um ciclo de conferências organizado por Heinrich Zimmer na Universidade de Columbia (Estados Unidos), onde leccionava em 1942. Na esteira de Carl Jung, de quem era amigo, Zimmer relata um conjunto de mitos que subjaz aos modelos formais na arte indiana, propondo uma visão integrada dos contextos religioso, artístico e filosófico. A fluência narrativa e a beleza com que o autor conta (e recordemos a importância do contar de histórias nas civilizações orientais) diversos episódios da literatura védica e hindu aliam-se ao rigor exegético e à erudição, tornando esta obra uma magnífica introdução ao domínio do pensamento simbólico indiano. As palavras iniciais de Mitos e Símbolos na Arte e Civilização Indianas testemunham a magia em que se enreda o leitor até à última linha: Indra matou o dragão, um gigantesco titã com forma de uma nuvem serpente que se ocultava nas montanhas, e mantinha as águas celestes cativas no seu ventre. O deus arremessou o seu raio na direcção dos pesados anéis do dragão, e o monstro despedaçou-se como uma pilha de juncos. As águas libertaram-se e derramaram-se como fitas pela terra, voltando a circundar o corpo do mundo.”
Sinopse
Os textos e as ilustrações reunidos em Mitos e Símbolos na Arte e Civilização Indianas resultam de um ciclo de conferências organizado por Heinrich Zimmer na Universidade de Columbia (Estados Unidos), onde leccionava em 1942. Na esteira de Carl Jung, de quem era amigo, Zimmer relata um conjunto de mitos que subjaz aos modelos formais na arte indiana, propondo uma visão integrada dos contextos religioso, artístico e filosófico. A fluência narrativa e a beleza com que o autor conta (e recordemos a importância do contar de histórias nas civilizações orientais) diversos episódios da literatura védica e hindu aliam-se ao rigor exegético e à erudição, tornando esta obra uma magnífica introdução ao domínio do pensamento simbólico indiano. As palavras iniciais de Mitos e Símbolos na Arte e Civilização Indianas testemunham a magia em que se enreda o leitor até à última linha: Indra matou o dragão, um gigantesco titã com forma de uma nuvem serpente que se ocultava nas montanhas, e mantinha as águas celestes cativas no seu ventre. O deus arremessou o seu raio na direcção dos pesados anéis do dragão, e o monstro despedaçou-se como uma pilha de juncos. As águas libertaram-se e derramaram-se como fitas pela terra, voltando a circundar o corpo do mundo.”Ficha Técnica
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