O «Livro das Confissões» foi terminado em 1316 por Martín Pérez, um clérigo castelhano de grande cultura canónica e teológica. É uma extensa obra de cariz pastoral dedicada aos «clérigos minguados de ciência» e aos que se «acham brutos e minguados e buscam das migalhas que caem das mesas dos que são ricos de letras», como o próprio autor indica no Prólogo. Foi uma das obras que, dentro do género, mais circulou entre o clero e os intelectuais ibéricos durante o século XIV e a primeira metade do século XV. Foi traduzida para português em 1399 por monges do Mosteiro de Alcobaça, tendo chegado até nós uma cópia da primeira e terceira partes. O rei D. Duarte foi um dos seus leitores assíduos, citando-a diversas vezes no Leal Conselheiro. O Livro das Confissões é um testemunho autêntico e raro da sociedade medieval peninsular e é um documento indispensável para a compreensão histórica, cultural e social desse período histórico.
Sinopse
O «Livro das Confissões» foi terminado em 1316 por Martín Pérez, um clérigo castelhano de grande cultura canónica e teológica. É uma extensa obra de cariz pastoral dedicada aos «clérigos minguados de ciência» e aos que se «acham brutos e minguados e buscam das migalhas que caem das mesas dos que são ricos de letras», como o próprio autor indica no Prólogo. Foi uma das obras que, dentro do género, mais circulou entre o clero e os intelectuais ibéricos durante o século XIV e a primeira metade do século XV. Foi traduzida para português em 1399 por monges do Mosteiro de Alcobaça, tendo chegado até nós uma cópia da primeira e terceira partes. O rei D. Duarte foi um dos seus leitores assíduos, citando-a diversas vezes no Leal Conselheiro. O Livro das Confissões é um testemunho autêntico e raro da sociedade medieval peninsular e é um documento indispensável para a compreensão histórica, cultural e social desse período histórico.Ficha Técnica
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