O Dicionário de Escultura Portuguesa que agora se apresenta pretende sintetizar conhecimentos e abrir pistas para ulterior investigação duma arte que entre nós tem sido menos estudada que a pintura ou a arquitectura. Daí decorrem várias dificuldades que se procuraram superar, desde a localização de peças, até ao simples conhecimento de aspectos biográficos que em muitos casos necessitaram de investigação original. Como é usual neste tipo de dicionários, o maior número de entradas referencia nomes de escultores, porém, esta publicação não pretende seguir um critério exaustivo de incluir todos aqueles que um dia em Portugal fizeram uma escultura ou algo aparentado. A essas listagens feitas sem critério, este dicionário contrapõe um conjunto de escultores, devidamente hierarquizados, que, além de possuírem obra suficiente, contribuíram de algum modo para o carácter genérico da escultura portuguesa. Mas o dicionário contempla igualmente outras matérias que interessam à escultura, como as tecnologias e os materiais, certas tipologias de algum modo transversais na nossa escultura, bem como entradas relativas a aspectos de natureza teórica que ajudam à compreensão dos vários modos de fazer, sem esquecer disciplinas com os seus métodos de análise, como é o caso da historiografia e, em menor grau, da crítica de arte. O Dicionário não esquece igualmente as contaminações da escultura com outras artes, embora delas não se ocupe de modo específico. No passado seria a especial relação da escultura com a talha. Mas a qualidade e a quantidade desta arte em Portugal justificaria só por si um outro Dicionário. Por outro lado, na contemporaneidade, a escultura sofre contaminações várias (instalação, body art, etc.) que aqui reunimos em entradas genéricas dado o carácter ambíguo que esses géneros artísticos ainda apresentam.
Sinopse
O Dicionário de Escultura Portuguesa que agora se apresenta pretende sintetizar conhecimentos e abrir pistas para ulterior investigação duma arte que entre nós tem sido menos estudada que a pintura ou a arquitectura. Daí decorrem várias dificuldades que se procuraram superar, desde a localização de peças, até ao simples conhecimento de aspectos biográficos que em muitos casos necessitaram de investigação original. Como é usual neste tipo de dicionários, o maior número de entradas referencia nomes de escultores, porém, esta publicação não pretende seguir um critério exaustivo de incluir todos aqueles que um dia em Portugal fizeram uma escultura ou algo aparentado. A essas listagens feitas sem critério, este dicionário contrapõe um conjunto de escultores, devidamente hierarquizados, que, além de possuírem obra suficiente, contribuíram de algum modo para o carácter genérico da escultura portuguesa. Mas o dicionário contempla igualmente outras matérias que interessam à escultura, como as tecnologias e os materiais, certas tipologias de algum modo transversais na nossa escultura, bem como entradas relativas a aspectos de natureza teórica que ajudam à compreensão dos vários modos de fazer, sem esquecer disciplinas com os seus métodos de análise, como é o caso da historiografia e, em menor grau, da crítica de arte. O Dicionário não esquece igualmente as contaminações da escultura com outras artes, embora delas não se ocupe de modo específico. No passado seria a especial relação da escultura com a talha. Mas a qualidade e a quantidade desta arte em Portugal justificaria só por si um outro Dicionário. Por outro lado, na contemporaneidade, a escultura sofre contaminações várias (instalação, body art, etc.) que aqui reunimos em entradas genéricas dado o carácter ambíguo que esses géneros artísticos ainda apresentam.Ficha Técnica
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