Salvatore Quasimodo
Poeta, tradutor e crítico italiano, galardoado com Prémio Nobel de Literatura de 1959, Salvatore Quasimodo nasceu em Módica, na Sicília, em 1901. Filho de um ferroviário, iniciou os seus estudos na cidade de Siracusa, formou-se em Matemática, em Palermo e, mais tarde, concluiu o curso de engenharia em Roma.
Ganha então a vida como engenheiro e funcionário público nos dez anos seguintes e escreveu poesia nas horas vagas, até 1935, quando abandonou a carreira para ensinar literatura italiana em Milão.
Os seus primeiros poemas, publicados em um jornal literário de Florença, revelam a sua ligação com os poetas herméticos Giuseppe Ungaretti e Eugenio Montale. São versos curtos, de estilo sofisticado, sobre temas pessoais próprios do intimismo dos poetas herméticos. Com a publicação da primeira colectânea de poesias Acque e terre (1930), assumiu gradualmente a liderança dessa tendência literária até aos anos 40.
A sua fase hermética terminou no final da II Guerra Mundial, com a publicação de Giorno dopogiorno (1947). A partir daí, detém-se sobre as injustiças do regime fascista e os horrores do conflito mundial e publica, entre outras obras, La terra impareggiabile (1958), Il poeta e il politico e altri saggi (1960) e Dare e avere (1966).
Quasimodo é responsável também por traduções para o italiano de escritores clássicos, como Sófocles e Eurípedes, Catulo, Ovídio e Virgílio, e contemporâneos, como o norte-americano E. E. Cummings e o chileno Pablo Neruda.
Nasceu a 20 de Agosto de 1901 , Módica, Siracusa, Sicília, Itália
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