A obra Santuários de Portugal - Caminhos de fé constitui um
projeto de grande envergadura, que pretende dar a conhecer, a um vasto
público, um específico e rico património da Igreja portuguesa: os seus
santuários. Desde início, no momento da sua conceção, até à sua realização
editorial, o projeto exigiu-nos sempre um cuidadoso empenhamento, que
balança entre o compromisso e a exigência.
O compromisso é de ordem espiritual-religiosa: muito nos
gratifica colaborar na divulgação desses especiais espaços, não criados
para serem habitados, mas para nos habitarem, por exigência da nossa
condição de permanentes peregrinos (homo viator) da vida. Ora os
visitamos, com a regularidade que os afetos de ordem religiosa nos
impõem, ora para eles nos dirigimos em particulares situações, quando a
isso nos impelem sinuosas circunstâncias ou encruzilhadas das nossas
vivências. Como nos indicam os testemunhos «litúrgicos» de cada um, estes são
espaços de refrigério, de acalmia, que levam à serenidade, à pacificação
e à comunhão… Nada mais consentâneo com a nossa missão espiritual do
que este contributo! Nos domínios da exigência, estamos conscientes de que este é um
produto fundamental na conservação de memórias identitárias das
comunidades, que também se robustecem e perpetuam através do toque dos
sentidos. Para isso, todo o cuidado é pouco, pois há que procurar
reproduzir, por imagens fiéis e descrições pormenorizadas, tanto as
caraterísticas dos lugares como a ambiência natural que os envolve, e
ainda o sentido estético dos elementos que os compõem. Além destes aspetos das vivências religiosas e estéticas, há ainda os
outros, associados à cultura, às tradições e aos costumes, com o elenco -
o mais completo possível - dos percursos e suas dificuldades, da
imagética e arquitetura, mas também a diversidade de registo alimentar,
que consubstanciam a informação necessária a qualquer peregrino; tudo
isso sem esquecer as bem diferenciadas dinâmicas dos três grandes
momentos de toda a peregrinação: a ida e chegada, o cumprimento e o
regresso. Todo este universo, transposto em texto e imagem, devemo-lo ao
inestimável trabalho de investigação e redação da Autora - Dr.ª Maria do
Rosário Barardo - e dos inúmeros contributos da equipa que ela
integrou, em que o Rev. Pe. Sezinando desenvolveu um especial papel. O trabalho final, esta obra oferecida a uma vasto público, também pode
servir de inventário nacional, e, partir dele, a possibilidade de
avaliar o esforço de conservação a que muitos se têm dedicado, bem como
ao estado de abandono a que muitos destes lugares parecem ter sido
condenados
Sinopse
Desde início, no momento da sua conceção, até à sua realização editorial, o projeto exigiu-nos sempre um cuidadoso empenhamento, que balança entre o compromisso e a exigência. O compromisso é de ordem espiritual-religiosa: muito nos gratifica colaborar na divulgação desses especiais espaços, não criados para serem habitados, mas para nos habitarem, por exigência da nossa condição de permanentes peregrinos (homo viator) da vida. Ora os visitamos, com a regularidade que os afetos de ordem religiosa nos impõem, ora para eles nos dirigimos em particulares situações, quando a isso nos impelem sinuosas circunstâncias ou encruzilhadas das nossas vivências.
Como nos indicam os testemunhos «litúrgicos» de cada um, estes são espaços de refrigério, de acalmia, que levam à serenidade, à pacificação e à comunhão… Nada mais consentâneo com a nossa missão espiritual do que este contributo!
Nos domínios da exigência, estamos conscientes de que este é um produto fundamental na conservação de memórias identitárias das comunidades, que também se robustecem e perpetuam através do toque dos sentidos. Para isso, todo o cuidado é pouco, pois há que procurar reproduzir, por imagens fiéis e descrições pormenorizadas, tanto as caraterísticas dos lugares como a ambiência natural que os envolve, e ainda o sentido estético dos elementos que os compõem.
Além destes aspetos das vivências religiosas e estéticas, há ainda os outros, associados à cultura, às tradições e aos costumes, com o elenco - o mais completo possível - dos percursos e suas dificuldades, da imagética e arquitetura, mas também a diversidade de registo alimentar, que consubstanciam a informação necessária a qualquer peregrino; tudo isso sem esquecer as bem diferenciadas dinâmicas dos três grandes momentos de toda a peregrinação: a ida e chegada, o cumprimento e o regresso.
Todo este universo, transposto em texto e imagem, devemo-lo ao inestimável trabalho de investigação e redação da Autora - Dr.ª Maria do Rosário Barardo - e dos inúmeros contributos da equipa que ela integrou, em que o Rev. Pe. Sezinando desenvolveu um especial papel.
O trabalho final, esta obra oferecida a uma vasto público, também pode servir de inventário nacional, e, partir dele, a possibilidade de avaliar o esforço de conservação a que muitos se têm dedicado, bem como ao estado de abandono a que muitos destes lugares parecem ter sido condenados
Ficha Técnica
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