Edição crítica de Maria de Lourdes CrispimO Livro das Tres Vertudes a Insinança das Damas é uma tradução portuguesa quatrocentista de um tratado francês escrito no início do século XV por Christine de Pizan. Pertence ao género didáctico-moralístico e visa especificamente a educação das mulheres de todos os estratos sociais. Na história literária europeia, trata-se da primeira obra de educação feminina escrita por uma mulher. No panorama português, constitui o único tratado medieval sobre esse tema.Embora não se afaste das obras congéneres precedentes, nem quanto às categorias das mulheres visadas nem quanto às regras de comportamento que preconiza, distingue-se delas pela dimensão de responsabilidade e de auto-estima feminina que introduz e pela vivacidade do estilo, pois, embora mantendo o seu carácter moralístico, caracteriza-se por um certo sentido de humor. É, assim, uma obra de leitura agradável, que guarda um alto interesse histórico-cultural e filológico tanto pelo conteúdo textual como pelas condições de produção e de tradução para a nossa língua.Christine de Pizan cultivou, ao longo de cerca de quinze anos, quase todos os géneros literários em moda no seu tempo: poesia, história e literatura didáctico-moralística e é a primeira mulher que, na Idade Média, teve a escrita como fonte de subsistência, graças ao mecenato dos grandes senhores.
Sinopse
Edição crítica de Maria de Lourdes CrispimO Livro das Tres Vertudes a Insinança das Damas é uma tradução portuguesa quatrocentista de um tratado francês escrito no início do século XV por Christine de Pizan. Pertence ao género didáctico-moralístico e visa especificamente a educação das mulheres de todos os estratos sociais. Na história literária europeia, trata-se da primeira obra de educação feminina escrita por uma mulher. No panorama português, constitui o único tratado medieval sobre esse tema.Embora não se afaste das obras congéneres precedentes, nem quanto às categorias das mulheres visadas nem quanto às regras de comportamento que preconiza, distingue-se delas pela dimensão de responsabilidade e de auto-estima feminina que introduz e pela vivacidade do estilo, pois, embora mantendo o seu carácter moralístico, caracteriza-se por um certo sentido de humor. É, assim, uma obra de leitura agradável, que guarda um alto interesse histórico-cultural e filológico tanto pelo conteúdo textual como pelas condições de produção e de tradução para a nossa língua.Christine de Pizan cultivou, ao longo de cerca de quinze anos, quase todos os géneros literários em moda no seu tempo: poesia, história e literatura didáctico-moralística e é a primeira mulher que, na Idade Média, teve a escrita como fonte de subsistência, graças ao mecenato dos grandes senhores.Ficha Técnica
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