Apresentação
Qual Albatroz
O projecto 'Qual Albatroz' nasceu em 2006 de um serão de sábado passado em frente de um televisor que insistentemente nos bombardeava com uma nhãnha insonsa chamada programação da noite e da necessidade que, em consequência disso, sentimos em fazer algo desesperadamente fútil, como por exemplo, balançar limões na cabeça, espetar canetas nas narinas e cantar as participações portuguesas do Festival Eurovisão da Canção de 1966, 1979 e de 1986, ou criar um projecto de uma empresa de sonho em que pudéssemos fazer tudo o que nos apetecesse - desde que fosse brilhante, livre, norteador e outros adjectivos que possam ser aplicados a um farol - com um nome estúpido que pudesse ser internacionalizado. (Esta frase faz sentido. Por favor, tente lê-la outra vez). Como ninguém se conseguia lembrar do resto da Letra de “Não sejas mau para mim” seguimos a nossa ideia alternativa e começámos a pensar num nome para o nosso projecto.
Uma vez abandonado o preceito de que o nome deveria reflectir algum importante aspecto do que fazemos ou somos, foi fácil chegar a um consenso. Bastou escolher um nome de entre as propostas que havia sobre a mesa, e entre “A-União-Com-Um-Nome-Mesmo-Fixe”, “Balão Sobe”, “Tente-Lê-la Lda.” e “Qual Albatroz”, a escolha acabou por ser simplificada pelo facto dos outros membros terem adormecido sob os efeitos relaxantes de um vasto leque de líquidos recreativos.
Ao longo dos próximos meses, apareceu um logo que promovia a nossa credibilidade comercial. Em Janeiro de 2007, lançámos a página oficial, a nossa janela para o mundo e pela qual estendemos os figurativos estandartes da nossa criatividade. E finalmente, no dia 4 de Setembro de 2007, registámo-nos como empresa. Outra coisa que apareceu foi uma folha manchada de chá tépido em que esboçámos os objectivos do projecto ‘Qual Albatroz’ em tópicos simples: Defender a Língua Portuguesa
Com as armas de uma editora livre queremos enfrentar os biltres infames que arrastam a nossa língua em grilhões de negro aço pelos fétidos pântanos da compreensão lenta e que a mutilam com os seus K e X aviltantes. Queremos partilhar o que é bom; queremos fazer compreender que a língua portuguesa é rica, bela e imensa como uma coisa mesmo muito grande. Da poesia que cantamos
Levamo-la pela rua vestida de hermes e fazemo-la falar convincentemente aos incautos transeuntes que pisam os passeios sonolentos para que despertem e ganhem verdade e ombridade. Uma marca para unir e apoiar ilustradores.
Como nos é mostrado na velha fábula da Formiga, do Ornitorrinco e da Ordem de Despejo, acreditamos que a união faz a força. Uma equipa unida e bem coordenada tem uma melhor resposta para desafios novos e complicados. Também é nossa firme opinião que Ornitorrincos, animais muito importantes no ecossistema australiano, são demasiado negligenciados por uma sociedade moderna de consumo. Um porto para ideias inovadores e originais.
Aceitamos e estudamos qualquer ideia que nos seja enviada e daremos seguimento e apoio às melhores e mais consistentes ideias. Esse apoio pode variar entre uma palmadinha encorajadora nas costas, a oferta de um copinho de vinho do porto e o total financiamento do projecto.(*) Coordenação de uma equipa polivalente.
Uma entidade central coordenadora pode ajudar a baixar os custos de um projecto, aumentando,ao mesmo tempo, a qualidade da resposta. Por outro lado, é muito menos divertido trabalhar com alguém a controlar-nos o tempo todo. Podemos afirmar isto com alguma descontracção porque os sócios-gerentes andam sempre demasiado ocupados para ler isto. Partilha de Conhecimento.
No nosso seio, a partilha de experiências e técnicas de trabalho é incentivada com sessões nocturnas de ‘brainstorming’ no ambiente neutro de uma tasca muito simpática que existe lá para os lados de Alfama. O sucesso desta tertúlia é tal que já estamos a marcar encontros diários e estamos certos de que os bons resultados deste ‘benchmarking’ se farão sentir na produtividade da equipa em pouco tempo.
Desta forma, com alguma seriedade, resta-nos apenas acrescentar a nossa sincera esperança de que o projecto ‘Qual Albatroz’ possa, de uma forma ou de outra, contribuir para a paz no mundo, o fim do buraco do ozono e a reflorestação de Martinlongo. Agradecemos as geniais expressões do Eça, do Douglas Adams, do Gottschalk e da Edith Piaf que muito nos ajudaram a modelar as nossas ideias em frases ligeiramente compreensíveis.
Melhores Cumprimentos, os manda-chuvas
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