Apresentação
Fundada em 1932, pelo poeta Ribeiro Couto e pelo escritor Gustavo Barroso, a Civilização Brasileira começou como uma editora didática, cujo primeiro sucesso editorial foi o Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Em 1948, o controle acionário da editora passou a Ênio Silveira — figura indissociável da história da editora e que a comandou até sua morte, em janeiro de 1996.
Durante a ditadura militar, a Civilização foi uma das mais ativas editoras do país, tendo um importante papel no debate político e cultural. De 1963 a 1965, chegou a publicar, em média, um livro por dia. Acusada de subversiva pelo governo militar, a editora teve várias edições de seus livros apreendidas e destruídas ainda na gráfica, além de ter sofrido dois atentados a bomba. Neste período, lançou duas importantes publicações — a Revista da Civilização Brasileira e Encontros com a Civilização Brasileira —, que reuniram os mais importantes intelectuais brasileiros e, em pleno regime militar, abordaram temas polêmicos como a reforma agrária, além de servirem de fórum para debates sobre Cinema Novo, a explosão da MPB e movimentos de vanguarda que surgiam no teatro e nas artes plásticas.
A partir de abril de 1996, as empresas Civilização Brasileira e Bertrand Brasil foram reunidas em uma só razão social – BCD União de Editoras S.A.–, mantendo independentes e separadas suas marcas, linhas editoriais e catálogos. Em janeiro de 1997, a Distribuidora Record de Serviços de Imprensa S.A. assumiu o controle acionário da BCD União de Editoras S.A, dando início a uma reformulação na logomarca da Civilização Brasileira, a cargo da artista gráfica Evelyn Grumach. Em 2000, a Civilização passou a fazer parte da Editora Record como um dos selos do grupo.
