«Da maneira como o tema é incorporado em personagens, caracteres, situações, como se subordina, sem repetição nem retórica, a uma composição descritiva e analítica fortemente personalizada, depende o quilate da realização literária. Isso mesmo conseguiu Fernando Namora em Domingo à Tarde, que é um dos romances mais bem construídos de toda a nossa literatura moderna. A definição psicológica do narrador-protagonista é dada magistralmente logo de início, condicionando com segurança exímia toda a sequência da narração […] E a figura de Clarisse […] , devorando com sofreguidão o instante que passa, é um caso humano de extraordinária e poderosa verdade.» (Álvaro Salema)
«O humano em Domingo à Tarde não é uma abstracção do mundo teórico, nem, por outro lado, a expressão vazia de um convencionalismo aristocrático – ora reveste uma intencionalidade crítica que transcende os próprios limites do facto real […], ora se manifesta com sarcasmo […], ora mesmo se comunica pelas vias de uma inestancável ternura, como no clímax afectivo entre Jorge e Clarisse.» (José Manuel Mendes)
Sinopse
«Da maneira como o tema é incorporado em personagens, caracteres, situações, como se subordina, sem repetição nem retórica, a uma composição descritiva e analítica fortemente personalizada, depende o quilate da realização literária. Isso mesmo conseguiu Fernando Namora em Domingo à Tarde, que é um dos romances mais bem construídos de toda a nossa literatura moderna. A definição psicológica do narrador-protagonista é dada magistralmente logo de início, condicionando com segurança exímia toda a sequência da narração […] E a figura de Clarisse […] , devorando com sofreguidão o instante que passa, é um caso humano de extraordinária e poderosa verdade.» (Álvaro Salema)Ficha Técnica
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